Desculpe o transtorno, mas só quem tem medo do inferno é quem não vive nele


(Foto: Reprodução/Paramount)

Na maioria das casas, a gente cresce acreditando em um ideal de inferno que tem coisas como cheiro de enxofre e chamas por todos os lados, com uma figura de tridentes, chifres e rabo comprido nos esperando para nos julgar frente ao seu suposto trono. Mas, quando se é mulher, o cenário de inferno é diferente e, mais do que nunca, concreto. Hoje – e todos os dias – o inferno é aqui.

“Fecha as pernas, senta que nem moça, não usa roupa curta, moça direita não usa batom ou esmalte vermelho, não fique sozinha com ele, não saia sozinha, não beba, cuidado com o copo, não use decote, não dance desse jeito, não, não não…” Toda uma sociedade para apontar o dedo para uma mulher desde cedo, ensinando-a como se portar para não ultrapassar o limite do controle de um homem.

Tanta gente para “ensinar” uma mulher a “ser mulher” e ninguém para ensinar um homem a como não ser um homem. Pelo menos, não o homem que crescemos aprendendo que existe. Ninguém para dizer a eles: “não olhe para ela assim, não passe a mão, o corpo é dela, não coloque nada na bebida dela, respeite ela, não assobie, não segure desse jeito, não passe dos limites, entenda que não é não”.

Com os casos mais recentes que ganharam a mídia, fica impossível não pensar que sim, já vivemos no inferno e o inferno não é um lugar, é um gênero. Ser mulher é maldição, porque a sociedade não está preparada para a nossa grandeza e autonomia, parece que querer ser gente é pedir demais.

E sempre que eu penso nesse assunto e em todas as coisas que vimos ganhar sites e telejornais nas últimas semanas, eu lembro porque não consigo assistir The Handmaid 's Tale, por exemplo. Ou porque um dos filmes mais difíceis de terminar, em toda a minha vida, foi Um Olhar do Paraíso. Ou como Bela Vingança, que apesar de ser um final satisfatório do ponto de vista da vingança, de fato, ainda me incomoda porque mesmo “vencendo”, ela perdeu. Ou sobre todas as vezes em que traumas me assombraram, causando gatilhos que por vezes o cérebro escolheu bloquear.

Hoje essa coluna não tem a pretensão de fazer sentido e nem de indicar nenhum filme ou série, é apenas um desabafo sobre como é difícil ter que aguentar o mundo inteiro lhe anulando pelo simples fato de você ser mulher – ou pessoa com útero, de maneira geral, quando se trata de direitos reprodutivos.

É insustentável, não dá mais.

Todos os dias tentam roubar mais da nossa dignidade, do nosso corpo, da nossa alma e de quem nós somos e, às vezes, parece que estão conseguindo. O que me conforta é ver que juntas somos mais fortes, senão perante eles, perante nós mesmas. Que a gente possa lembrar de nunca esquecer da nossa própria força quando estamos do mesmo lado, quando estamos de mãos dadas, quando estamos nos deixando seguras dentro do nosso ciclo, quando estamos juntas. Juntas mesmo.

E mesmo que nem toda mulher esteja do nosso lado, que a gente possa encontrar as que vão estar. São muitas. Somos muitas. Não é e nem vai ser fácil, mas eu estou aqui – tomara que você também.

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O Verão que Mudou a Minha Vida é a série que você não sabia que precisava


(Foto: Reprodução/Instagram)

Tem momentos que tudo o que a gente precisa é de algo leve e divertido para assistir, que deixe o coração quentinho e que não traga grandes reflexões, porque o desejo é deixar o cérebro descansar. Nesse sentido, uma produção que contemple tudo isso não precisa, necessariamente, ser uma comédia besteirol ou não ter nenhum tipo de profundidade. É exatamente com essa receita que O Verão que Mudou a Minha Vida conquista o seu público.

A série de sete episódios está disponível no Prime Video e foi adaptada do livro de mesmo nome da autora Jenny Han, que também escreveu a trilogia Para Todos os Garotos que Já Amei. Se você conhece minimamente a história dos livros da Lara Jean, provavelmente vai se encantar da mesma forma pela trajetória de Isabel “Belly” Conklin. Inclusive, a gente mantém a tradição do dedinho da autora na produção da série e somos presenteados com protagonista não-branca.

Conhecida como a série “Verão”, os livros de Belly também são uma trilogia. Além do primeiro, temos as sequências intituladas de Não é Verão Sem Você e Nós Sempre Teremos o Verão. A história do primeiro livro e, consequentemente, da primeira temporada da produção original Amazon gira em torno de Belly e seus amores de verão.

(Foto: Reprodução/Prime Video)  

Belly é aquela protagonista que nunca foi considerada bonita ou padrão, sempre esteve cercada de meninos que a classificavam apenas como amiga ou “a melhor amiga” e, no verão em que fará 16 anos, ela percebe que as coisas mudaram. Acostumada a passar as férias de verão na casa de uns amigos de sua família, Belly (Lola Tung) e seu irmão, Steve (Sean Kaufman), cresceram com os irmãos Conrad (Christopher Briney) e Jeremiah Fisher (Gavin Casalegno). Conrad era o maior crush de Belly, mas todos os quatro sempre foram apenas amigos.

Como dito, quando chega o verão do seu aniversário de 16 anos, Belly se vê disposta a fazer com que esse seja um ano diferente. Ela quer viver novas experiências, quer ser mais solta e quer também a oportunidade de viver um amor de verão. Pelo visto, os desejos da jovem são atendidos, porque ela se envolve não só em um romance, mas em um triângulo amoroso – que em alguns momentos chega a ser um quadrado.

O Verão que Mudou a Minha Vida é uma série ótima. Ela cumpre bem o que se propõe a fazer, te envolve, te deixa de coração aquecido e vibrando por todos os casais que são propostos. É um pouco do que a gente sente com Heartstopper, aquela coisa de romance adolescente, primeiro amor e todas as novidades que essas coisas envolvem. Além disso, a produção ganha muitos pontos quando desenvolve, em paralelo com as tramas juvenis, a amizade das mães e o núcleo dos adultos, de maneira geral.

(Foto: Reprodução/Prime Video)

Laurel (Jackie Chung), a mãe de Belly e Steve, e Susannah (Rachel Blanchard), mãe dos irmãos Fisher, são melhores amigas e juntas vivenciam as dores e os amores de uma amizade duradoura. São momentos de brigas, de reconciliação, de trocas sobre maternidade, de suporte, de conselhos, de risadas e todos compartilhados com muita sensibilidade. Enquanto uma passa pelo pós-divórcio e a escrita de um novo livro depois do sucesso do primeiro (a síndrome do impostor tá gritando nela), a outra enfrenta problemas de saúde e uma crise no casamento, além da incerteza do futuro, mas ambas se ajudam a todo momento.

Outra coisa que eu gostei muito da trama é a junção dos dois núcleos, mostrando um ambiente familiar que mesmo quando há problemas, eles apresentam adultos que acolhem e escutam os adolescentes – mesmo quando não é exatamente a mãe, mas a outra está ali para ouvir. Ou até mesmo um terceiro personagem, mas sempre um adulto. Se preocupando em afirmar essa importância de se criar um lugar seguro e de confiança para os jovens, respeitando-os e permitindo que eles sejam quem eles são, cada um da sua maneira.

Ah, e sem dúvidas o público-alvo dessa série é a Geração Z, a trilha sonora entrega isso. Mas, ela também pega os saudosistas pelo coração com as músicas de estética dos anos 2000, incluindo Taylor Swift e Olivia Rodrigo. Além da trilha, os figurinos também demonstram bem para quem a produção quer falar e passar a mensagem, o que não impede de também ser uma ótima produção para quem quer que se disponha a assisti-la.


(Foto: Reprodução/Prime Video)

A gente ainda tem ótimos personagens para além do núcleo principal, como as meninas que serão debutantes junto com a Belly, tipo a Shayla (Minnie Mills), Gigi (Lilah Pate) e Nicole (Summer Madison). E também a Taylor (Rain Spencer), o Cam (David Iacono) e o Cleveland (Alfredo Narciso), que surgem no núcleo principal. De todas as tramas e subtramas, talvez a que eu mais senti falta de profundidade foi do Steve com a Shayla. Tinham muitos pontos a serem desenvolvidos e todos tiveram uma resolução rasa. Dito isso, inclusive, eu shippo o Steve com outra personagem – apesar de achar muito fofo ele com a Shayla.

Outra coisa é que, apesar da história leve e divertida, eu chorei em dois momentos bem específicos, ainda que relacionados. É o ponto que prova que é possível ser emocionante mesmo quando esse não é o seu foco principal.

Bom, a soma de tudo isso não podia ser diferente, né? Verão, romance, música boa, gente estilosa e ainda uma pitada de emoção. É um clichê, é claro, mas isso não anula o fato de que é uma série muito boa, exatamente porque ela nunca prometeu ser algo maior ou diferente do que ofereceu. Confortável, divertida e uma ótima pedida para esse final de semana, te garanto. Tomara que você se renda tanto quanto eu!


Nota:
9/10
Onde assistir? Amazon Prime Video


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Resenha: With Love (2021)

(Imagem: Divulgação/Prime Video)

Lançada no ano passado, With Love chegou pelo Prime Vídeo com uma premissa bem simples: falar sobre a busca e o encontro do amor. O amor pode ser encontrado em vários lugares e das mais variadas formas, em todos os tipos de pessoas, basta estar aberto a isso. Eu simplesmente me encantei quando vi o trailer por vários motivos: o primeiro era o nome da roteirista Gloria Calderón Kellet, que trouxe a nova versão de One Day at a Time para as telinhas e me fez amar a família Alvarez; o segundo era a Emeraude Toubia, que fez a péssima série Shadowhunters, baseada na ótima saga da Cassandra Clare, Os Instrumentos Mortais.

Acontece que as coisas não são como planejadas e, após o lançamento, eu simplesmente posterguei até o dia 03 de junho, quando devido a uma crise de sinusite, me vi zapeando os canais de streaming da minha TV e pensei: nossa, eu poderia assistir essa série agora, não é? E foi isso que eu fiz.

Eu não sabia muito sobre o resto do desenvolvimento da série, a não ser que era focado na vida de dois irmãos latinos, a Lily (Emeraude Toubia) e o Jorge Jr. (Mark Indelicato), tal qual foi minha surpresa que o primeiro episódio se passa no Natal. Quem acompanha o Clubinho, sabe que Bea e eu somos APAIXONADOS por essa data. Inclusive, após assistir o episódio corri para recomendar a série. Simplesmente amei.

Após o fim de seu namoro, Lily precisa enfrentar a família Diaz logo no dia em que todos estão reunidos. Nesse mesmo dia, Jorge vai apresentar seu namorado, primeira vez que isso ocorre, e todos os lados estão extremamente ansiosos. Em meio a isso tudo, alguns pequenos plots são apresentados, como a prima Sol (Isis King), que é uma residente e tem uma relacionamento de flertes com o cirurgião plástico do hospital; o relacionamento de Beatriz (Constance Marie) e Jorge (Benito Martinez), pais dos meninos e que estão tendo problemas no casamento; Nick (Demond Chiam), melhor amigo de Jorge Jr., mulherengo, esconde uma paixão secreta por Lily; e Santiago (Rome Flynn), lindo e gostoso, na noite de Natal ele perde a mãe. Em meio a isso tudo, essas histórias vão se cruzar em algum momento, de algum modo.

With Love apresenta tudo de forma bastante costuradinha, se passando na cidade de Portland, a trama lembra aqueles filmes de Natal, cheios de pequenos acontecimentos que fazem nosso coração ficar quentinho. A cada episódio, uma nova data comemorativa é trazida como pano de fundo, servindo para pincelar os relacionamentos apresentados.

Enquanto Lily tenta superar o seu último namorado, buscando encontrar um amor, o seu irmão tenta conciliar essa nova realidade de um relacionamento saudável sem deixar os anteriores afetarem o atual. Os personagens de With Love são extremamente carismático e você acaba torcendo por todos ali e sem grandes dramas, o que acaba aproximando um pouco mais da vida real. Um dos momentos mais interessantes da série é a dinâmica dos pais dos protagonistas, que em meio a uma crise no casamento, buscam se reconectar. 

Ao todo são cinco episódios com quase uma hora cada. Entre o Natal, Ano Novo, Dia dos Namorados, Dia da Independência e finalizando com o Dia dos Mortos, várias coisas acontecem, desde relacionamentos começando até outros finalizando, mudanças e retornos. Tudo tratado de maneira bem doce, lembrando até uma novela das seis em certos momentos – o que é um grande elogio. A Gloria sabe tratar sobre temas que nos fazem refletir, lembrando até alguns episódios de One Day at a Time, pela leveza. Inclusive, a criadora participa da série como a tia dos protagonistas e os fãs de ODAAT podem ficar felizes que nosso Schneider, o ator Miles Murphy, é o interesse amoroso da Sol. 

A série acumula no Rotten Tomatoes 100% de aprovação crítica, que destaca sua representatividade de forma sutil. Temos uma família latina como protagonista, personagens LGBTQIA+ tendo vidas das mais variadas formas, relacionamentos que não seguem o padrão que sempre vemos, é simplesmente a série que a gente precisa para esquentar nosso peito. É uma carta de amor para a comunidade latina também, que sempre é mostrada de forma tão caricata em suas reproduções. 

Renovada para uma segunda temporada, esse novo ano da série ainda não tem data prevista de estreia. Ela foi indicada ao GLAAD Media Awards de 2022, premiação que reconhece os produtos midiáticos que retratam pessoas LGBTQIA+.


Nota: 10/10

Onde Assistir? Prime Video


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Desculpe o transtorno, mas se for pra falar de algo bom, eu sempre vou lembrar de CBJr


(Foto: Reprodução/YouTube)

Eu acho que todo mundo tem alguma música ou banda que quando escuta, te transporta diretamente para outra fase da vida e é quase como se você conseguisse sentir as mesmas coisas daquela época. Eu poderia listar várias aqui, mas sempre uma das que eu lembro primeiro é Charlie Brown Jr.

Acho que a primeira música que eu ouvi do CBJr foi sem ter noção de que era deles na abertura de Malhação, entre 2004 e 2005. Nessa época, eu não parava ainda para ouvir música, mas lembro de ter o CD da Malhação e ficar ouvindo em looping enquanto brincava de qualquer outra coisa. Foi só um pouco maior, uns dois anos depois, e já com acesso ao computador (com internet) que pude conhecer a banda.

Lembro também de quando ouvi pela primeira vez “Só os Loucos Sabem”, ainda na famigerada MTV. Devia ser algum dia de semana, provavelmente estava passando o clipe no top 10, MTV hits ou coisa do tipo, mas aquele conversível vermelho e aquele cara de boné cantando coisas como “eles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razão, mas pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião…” sempre conseguiram chamar a minha atenção.

A MTV foi fundamental tanto na descoberta quanto no consumo das músicas – e meus primos também, com quem eu trocava figurinhas sobre o assunto. Tinha que assistir aos clipes na TV na maior atenção para anotar o nome e lembrar de pesquisar quando pudesse acessar a internet. Parece que foi em um outro mundo, mas são tantas mudanças que é quase isso. Eram os primórdios da internet no Brasil e tudo muito analógico ainda, socorro.

Mas, finalmente, por que eu tô falando disso? Porque eu descobri que hoje é dia do Skate e a minha primeira referência quando penso no esporte é Charlie Brown Jr. E também porque sábado eu estava ouvindo músicas com Adan e lembrando dessa época, da MTV, dos clipes, do impacto que as músicas e bandas tinham nas nossas vidas. Esse é um texto meio saudosista, porque fiquei refletindo sobre como essa história de hit deixa as músicas mais efêmeras e, principalmente, mais despreocupadas com as letras.

(As letras sempre foram marcantes para aquela época, porque a gente vivia de colocar frases em depoimentos e scraps no orkut, em legenda de foto ou no subnick do msn.)

CBJr e o Chorão, em particular, sempre foram algo muito forte na minha memória afetiva. Nunca tive a chance de ir num show deles, infelizmente não deu tempo. Quando o Chorão morreu, lembro de me sentir muito mal. Vi a notícia no colégio e não acreditei, mas quando cheguei em casa, chorei com o noticiário da noite na TV. Uns meses depois confirmaram um show de “A Banca” em Recife e eu tava de ingresso comprado quando, semanas antes do festival, o Champignon também foi embora.

Eu nunca esqueci isso. Desse momento e dessa sensação.

Ainda que o show de “A Banca” não tivesse o Chorão, ainda eram os demais integrantes e uma homenagem justa partindo deles. Mas, não aconteceu. E pode parecer melancólico dizer isso, porém acho que essa ferida nunca se fechou 100% em mim. Sempre vai faltar o show do CBJr, assim como falta o show do Forfun e do Scracho – para esses, enquanto há vida, há esperança.

Acho que essa coluna é um ótimo exemplo da pessoa apegada, melancólica e nostálgica que eu sou – e eu não nego. Jogo toda essa culpa na Lua em Peixes, é sobre isso. E, se eu estou falando sobre essa banda e as músicas que me marcaram, como a primeira de todas “Te Levar Daqui” e “Só os Loucos Sabem”, eu não posso deixar passar sem mencionar “Meu Novo Mundo” e “Um Dia a Gente Se Encontra”.

(Pesquisando para esta coluna, eu descobri que Meu Novo Mundo foi composta durante uma passagem do Chorão por Recife. <3)

Essas duas músicas estão diretamente relacionadas à morte do vocalista, pois a primeira foi divulgada dias antes do acontecimento e a segunda vazou dias depois. De qualquer forma, prestando atenção na letra delas, principalmente de Meu Novo Mundo, seria impossível não pensar na morte do Chorão. Inclusive, as duas músicas se “unem” também pela frase: “se quem eu amo tem amor por mim, eu sei que ainda estamos muito longe do fim”, repetida em ambas as canções.

Charlie Brown Jr também era uma banda que se aproximava da gente. Chorão cantava a vivência dele. As boas, as ruins, o amor, os problemas, os questionamentos, as dificuldades e as vitórias. Ele transformou tanto os “dias de luta” quanto os “dias de glória” em poesia. Ele reuniu os seus “vícios e virtudes” em canções que embalavam sua busca pelo seu “lugar ao sol” enquanto “lutava pelo que era seu”.

A banda estourou em 1997 e desde então coleciona fãs. Entre esse final dos anos 90 e até a metade dos anos 2000, Charlie Brown Jr era o sucesso e ecoava pelos fones de ouvido de, pelo menos, 80% das pessoas que eu conhecia – da minha idade e um pouco mais velhas. Das trilhas sonoras de Malhação até as novelas das 9 na Globo. Dos tempos de 4shared até hoje, no meu Spotify. Chorão se imortalizou. Ainda que a nova geração não consuma tanto esse tipo de música ou de banda, sei que nosso saudosismo vai continuar espalhando a palavra que vai encontrar por aí alguns novos fãs em algum momento.

E sempre vai haver alguém com seu violão puxando “Céu Azul” numa rodinha de amigos e nesse momento, todo mundo sabe que depois daqueles primeiros acordes, até mesmo quem reclama da música, tem ar no pulmão para mandar um “tão natural quanto a luz do dia…”. Juro, eu poderia passar horas escrevendo sobre a importância de CBJr na minha vida. A trilha sonora de uma vida. Lembro que um tempo atrás eu vi um tweet comentando sobre como todo mundo que foi fã da banda ou conheceu ela entre 1997-2013 tem, pelo menos, uma música da banda associada a algum momento da sua vida.

(Nossa, eu já troquei muita música de Charlie Brown com crushes ao longo dessa vida. Socorro! Sem contar com outros momentos que foram marcados por alguma música da banda.)

Como eu disse, CBJr ainda é (e sempre vai ser) uma ferida aberta no meu coração de fã. O último contato inédito que eu tive com algo relacionado à banda e ao cantor, foi com a leitura do livro “Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?”, da Graziela Gonçalves, viúva do Chorão. O livro me deixou 200% mais fã do artista e da banda, mesmo com todas as polêmicas e o temperamento “difícil” do Alexandre.

Para falar sobre o livro, eu (spoiler!) volto aqui sexta-feira com a resenha dele. Por hoje, fica minha saudade e recomendação, se você por algum acaso nunca ouviu a banda. E, mais do que isso, fica o meu lembrete para você que conhece e faz tempo que não ouve…Vamos relembrar?

Que a gente se deixe inspirar pelas letras daquele que não se achava poeta, mas escreveu poesias. Que a gente se permita amadurecer, assim como ele, na frente do mundo e expondo também as nossas vulnerabilidades. E, se fica uma lição da morte dele, é que a gente não precisa lutar sozinho contra nossos próprios demônios, afinal “sorrir, chorar e ter alguém pra compartilhar sempre”.

Para me despedir, não dá para falar de Charlie Brown Jr, mencionar Forfun no mesmo texto e deixar “O Universo a Nosso Favor” passar. Dá o play aqui embaixo e, bom, até a semana que vem!



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#DiaDaSérie: data comemorativa se expande para a América Latina em 2022

O movimento, criado no Brasil pelo Universal TV, estreará a sua terceira edição




A data perfeita para aquela maratona da sua série favorita está chegando: no próximo dia 20 de junho será comemorado o Dia da Série. A data foi criada pelo Universal TV em 2020, no Brasil, para celebrar este fenômeno do entretenimento e já faz parte do calendário dos fãs. Este ano, o movimento cresceu: espectadores de toda a América Latina irão poder se juntar ao movimento. Pela primeira vez, o canal leva ao México, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador, Peru, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile a campanha pela celebração da data.

Por aqui, para uma maratona de respeito, um dia só não é mais suficiente. No Brasil, o Universal TV promoverá a Semana do Dia da Série com uma programação especial, começando no próprio dia 20 e se estendendo até o dia 26 de junho. A grade temática inclui exibição das séries mais queridas do público durante o dia todo, com breaks reduzidos durante o dia, começando com nada menos que as season finales das séries da Franquia Chicago, um dos maiores sucessos de audiência no canal. Confira a íntegra da programação especial abaixo e a chamada promocional aqui.

“As séries têm o poder de mexer com as nossas emoções. Não à toa, o posicionamento de marca do Universal TV, Séries que te movem, mostra o quanto os fãs se inspiram, se emocionam e se motivam por meio das histórias e personagens. Para a celebração do terceiro ano do Dia da Série, trazemos uma campanha com o mote ‘Uma maratona de emoções’ alinhado justamente com este conceito. Queremos convidar o público a viver intensamente momentos de sintonia, maratonando séries, na expectativa de desvendar mistérios, soltar as lágrimas, destravar sorrisos ou sentir a adrenalina rolar”, afirma Gabriel Williams, Head de Marketing e Produto da NBCUniversal no Brasil.

A celebração começa hoje, dia 13, nas redes sociais reunindo um supertime de influenciadores composto por grandes nomes, como: Vittor Fernando, Diego Cruz, Raony Phillips e Cacai Bauer; desafios e recompensas exclusivas no Séries Que Te Movem, ambiente gamificado online que reúne grandes fãs dos canais Universal TV, SYFY e Studio Universal e um filtro que convida o público a montar sua maratona perfeita, enquanto foge dos spoilers.

As iniciativas não param por aí: durante a semana do #DiaDaSérie, uma chamada durante a programação vai mostrar vídeos de fãs comemorando a data. E a festa também estará no streaming: no Universal+, plataforma de conteúdo On Demand da NBCUniversal Brasil, disponível dentro do Globoplay + Canais ao vivo, um trilho especial com todas as séries do portifólio NBCUniversal, incluindo sucessos de audiência do Universal TV e clássicos da televisão, como Lost e House.

Programação:

Ao longo da semana, de segunda a sexta, entre os dias 20 e 24 de junho, durante todo o dia, o público do Universal TV poderá acompanhar diversas maratonas, das temporadas atuais, das séries mais queridas do canal. Na segunda-feira, a maratona é de Chicago Fire, na terça Law&Order: SVU, na quarta Chicago P.D., na quinta FBI e, na sexta, é a vez de Chicago Med.

Além disso, no próprio Dia Da Série, segunda-feira, dia 20, os fãs da franquia Chicago vão poder assistir as season finales das três séries, começando pelo último episódio da sétima temporada de Chicago Med, às 21h30. Na sequência, às 22h20, o canal exibirá o episódio final da décima temporada de Chicago Fire. E, às 23h20, é a vez da season finale da nona temporada de Chicago P.D.

No fim de semana, nos dias 25 e 26, as maratonas se revezam entre as ficções da franquia Chicago, Law&Order: SVU e FBI. Sábado, a partir das 8h45, e domingo, a partir das 8h15.

Release por assessoria da Universal TV

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Autoria de Clube do Café da Manhã. Tecnologia do Blogger.