ARTIGO: Os 10 anos do fim da saga Crepúsculo (e como ela marcou minha vida)


(Foto: Saga Crepúsculo/Divulgação)

Nessa última semana, três filmes da saga Crepúsculo fizeram aniversário: Lua Nova (20 de novembro de 2009), Amanhecer parte I (18 de novembro de 2011) e Amanhecer parte II (15 de novembro de 2012) e essa lembrança me deixou nostálgica. Apesar de todas as críticas e das minhas ressalvas pessoais aos filmes, a saga tem uma importância afetiva muito grande na minha vida. Fui me tornar fã de Harry Potter tardiamente, logo, perdi as idas aos cinemas e todo o boom da saga enquanto ela ainda estava passando. Mas coube a Crepúsculo me proporcionar todas essas experiências.

Não cheguei a assistir todos os filmes no cinema, mas os três últimos fizeram parte dessa rotina. Eclipse, inclusive, é o filme que mais vi no cinema até hoje, num total de três vezes. Já com Amanhecer parte 1 e 2, realizei o sonho de ir assistir aos filmes na pré-estreia, com a sessão de madrugada – eu e minhas amigas do colégio tivemos vários surtos.

Li todos os livros, fui atrás de pôster autografado, acompanhava as entrevistas, guardava o dinheiro do lanche pra comprar as revistas com pôsteres dos três (ou do Taylor Lautner rsrsrs). Enfim, fez parte da minha adolescência e me fez realizar algumas das coisas que não consegui com nenhuma outra saga.

Até hoje sou uma defensora dos filmes e dos atores. Primeiro que, ok, sei reconhecer que a qualidade técnica e de enredo dos filmes não é das melhores, mas por mais fraca que seja a história, ela tem seus acertos (não à toa cativou uma legião de fãs, né?!). Segundo que, justamente pelo fato da história ser fraca que a culpa não está na atuação de Kristen Stewart ou Robert Pattinson, por exemplo. Bella e Edward que eram aquilo ali mesmo. Convido a todo mundo que critica os papéis deles na saga para assistir outros filmes da carreira dos atores, tirem suas próprias conclusões depois – SPENCER VEM AÍ HEIN.

Voltando a falar dos cinemas, na sessão de Amanhecer parte 2 eu quase tive um colapso nervoso. Por ter lido os livros antes, estava pronta para me emocionar e lidar com os acontecimentos do final da saga, né? Daí o filme tem aquele plot bizarro da batalha que acontece somente na visão da Alice Cullen e, até a gente descobrir que era só uma visão, eu já estava aos berros para minhas amigas – oi, Thay e Yanka – dizendo que não tinha aquilo nos livros, “como assim o Carlisle morreu? Não????” e depois… Trouxa.

Crepúsculo é uma parte da minha vida, uma espécie de baú de boas memórias de um tempo em que a minha maior preocupação era conseguir ingressos para a sessão de meia-noite e ter quem fosse me buscar no shopping. Tem um quê de nostalgia, mas a principal sensação é a de: que bom que eu vivi isso. Que bom que eu me permiti ser essa adolescente aí, meio boba por atores estrangeiros, meio obcecada por adaptações literárias, mas que fez e realizou tudo que queria e podia na época.

Ainda tem muito dessa adolescente em mim. A paixão pelo cinema está na minha vida desde sempre, por livros também. As salas de cinema continuam sendo um dos meus lugares preferidos no mundo, com ar de casa e quentinho no coração.

Espero ler em breve o Sol da Meia-Noite para criticar com propriedade, mas a verdade é que parte de mim está muito feliz em ver a continuidade da saga – mas, sem filme, por favor. Não quero precisar arrumar argumentos para defender o indefensável (risos).


Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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