Chucky, a nova série do Brinquedo Assassino


(Foto: Star+/Divulgação)

Os últimos anos foram marcados por diversos retornos de grandes sagas do cinema de terror. Alguns bem sucedidos, vide Halloween, que ganhou até uma trilogia nova, e outros que não foram muito bem, como foi o caso do remake de Cemitério Maldito, que fracassou horrivelmente no cinema.

Em 2019 tivemos o remake cinematográfico de Brinquedo Assassino, onde ali nascia uma disputa nessa franquia. Com a ausência do aval do criador da franquia, Don Mancini, e nenhum envolvimento da voz icônica do boneco, Brad Dourif, o remake recebeu até uma nota de rejeição de membros da franquia original. O que acontece é que a franquia Brinquedo Assassino sofre com dilemas judiciais envolvendo seu nome, o que não vou me estender aqui, pois, leva muito pano para manga.

Chegando no ano de 2021, o canal Syfy em conjunto com o criador Don Mancini lançam a série Chucky, trazendo de volta o Brad Dourif, que falei acima, o dublador do boneco mais amado do terror. Lançada em 21 de outubro de 2021 e chegando aqui no Brasil pelo canal de streaming Star+ em 27 de outubro, a série do brinquedo assassino traz tudo o que estamos acostumados a ver nas telonas e um pouco mais.

Claramente ligado aos filmes originais da franquia (descartem o remake nessa timeline), o serial killer Charles Lee Ray volta com tudo, dessa vez ao lado do jovem Jake Wheeler (Zackary Arthur), um garoto de 14 anos que está na sua descoberta sexual e sofre bullying tanto fora quanto dentro de casa. Jake é um jovem artista plástico que faz esculturas com bonecos e, durante uma venda de garagem, encontra nosso bonzinho e o compra por 10 dólares – uma pechincha para um clássico, não é mesmo?

Acontece que a série toda, pelo menos até os dois episódios exibidos até agora no Star+, traz de uma forma bem distorcida claro, um modo onde o Chucky acaba se tornando um anti-herói, pois ele mata e até protege o Jake de todos que tentam humilhar o garoto. Em certos momentos, você torce que o Chucky mate certos personagens de tão escrotos eles são com o nosso protagonista.

A série toca em assuntos como famílias problemáticas, descoberta da sexualidade, personagens LGBTQ+, bullying e de uma forma bem dinâmica, no meio de um roteiro de terror gore, você consegue se divertir e ter conscientização. Inclusive, um spoiler é que Glenn/Glenda, personagem do filme O Filho do Chucky é citado aqui na série, trazendo a discussão sobre o gênero fluido, e mostrando que o personagem é canon na franquia.

Até agora acompanhei os dois episódios liberados pelo Star+ e posso afirmar que estou totalmente comprado pela ideia. Chucky tem um carisma ímpar e acho que vem muita coisa boa por aí. Quando a primeira temporada for finalizada, voltarei aqui pra discorrer mais sobre os episódios, mas desde já, super recomendo essa delicinha que é a série.

Já é sabido que Alex Vicent que interpretou o Andy, o primeiro garoto atanazado pelo boneco nos dois primeiros filmes da franquia, Fiona Dourif que protagonizou A Maldição e o Culto de Chucky e claro, nossa eterna diva e a Noiva de Chucky, Jennifer Tilly também farão participação na série, mostrando o “Chuckyverse” estará vivíssimo aqui.

A série agradou bem a crítica, o que para algumas pessoas é de suma importância, e consta com uma angariação de 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção tem episódios inéditos toda quarta-feira no Star+. Então, corre lá e vamos curtir muito essa série super gostosinha de assistir e torcer pro Chucky dá cabo dos homofóbicos.


Adan Cavalcante
Adan Cavalcante

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