RESENHA: Brooklyn 99 (8ª temporada)


(Foto: Brooklyn 99/Divulgação)

Brooklyn Nine-Nine chegou ao fim depois de oito temporadas e os fãs ainda não superaram isso – não mesmo. A série, produzida por Dan Goor e Michael Schur, trouxe uma mistura de drama cotidiano com Loucademia de Polícia e isso lhe rendeu alguns prêmios ao longo dos últimos oito anos, como Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia, de Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical, Critics’ Choice de Melhor Ator e o GLAAD de Melhor Série de Comédia, por exemplo.

O enredo da produção gira em torno de Jake Peralta (Andy Samberg), um detetive muito bom no que faz, mas completamente imaturo e avesso a seguir regras. As coisas mudam na delegacia quando Holt (Andre Braugher), um capitão sério e íntegro assume as rédeas do lugar. No elenco, além dos já mencionados, temos Melissa Fumero como Amy Santiago, Joe Lo Truglio como Charles Boyle, Stephanie Beatriz como Rosa Diaz, Terry Crews como Terry, Chelsea Peretti como Gina Linetti, Joel McKinnon como Scully, Dirk Blocker como Hitchcock, entre outros.

Ao longo das temporadas, conseguimos acompanhar o fortalecimento de 99 como uma equipe, o amadurecimento dos personagens e a construção dos laços entre eles. Amizades como Boyle e Peralta, Amy e Rosa, Holt e Amy, Terry e Holt, Peralta e Holt, Terry e Rosa, vão sendo moldadas com o passar dos anos, dentro e fora da série. O entrosamento é um dos principais ingredientes da receita de sucesso de Brooklyn 99, carinhosamente conhecida como B99.

Na temporada final, chegamos à colheita de todo esse amadurecimento e dessa história que foi desenvolvida até aqui. Retratando um cenário pós-pandemia, os primeiros episódios trazem lembranças de como foram os dias para os policiais. Mesmo se tratando de uma comédia, a série sabe dosar a mão na pitada de drama e, principalmente, de questões sociais. Em temporadas anteriores, temas como racismo e machismo (dentro das corporações, inclusive) foram retratados com maestria e, dessa vez, não foi diferente.

A oitava temporada abraça a questão da violência policial contra minorias e de como isso é uma problemática institucionalizada. Por ser um homem negro e gay, o capitão Holt é um dos personagens que mais traz à tona as lutas e as diversas formas de lutar. Entre pandemia e crise policial, envolvendo casos de corrupção também, os detetives se dividem em casos episódicos e na reforma policial, uma demanda apoiada por Amy e Holt.

Enquanto isso, fora das paredes da delegacia, Amy e Peralta são pais e precisam aprender a conciliar o trabalho com a maternidade/paternidade. A parceria dos dois é das coisas mais bem construídas da série e eu sou completamente suspeita para falar, assumo. Apesar de todos os clichês que permeiam a história de "Peraltiago", no fim das contas eles são amigos, companheiros, dividem as alegrias e as tristezas, encontram formas de se completarem e jamais permitem que um se anule em prol de outro.

É, inclusive, essa premissa do casal que guia os dois últimos episódios da temporada, intitulados de The Last Day. Antes de falar sobre o final, de fato, preciso destacar que o Halloween é uma data marcante dentro de Brooklyn 99. Na delegacia, todos os anos, os detetives organizam o Roubo de Halloween, onde aquele que ganha é coroado como o grande campeão e sempre tem direito a algo. Se apropriando de sua marca registrada, chegamos ao Roubo Final. Parafraseando Peralta, ele tem drama, reviravoltas e grandes emoções para todos os detetives – e principalmente para os fãs.

Com Amy sendo promovida a comandante, Jake decide sair da polícia para se dedicar ao filho, Mac. Também se despedem Holt, que passará a acompanhar a reforma policial, e Rosa (que já havia deixado a delegacia no início desta temporada, por razões sociais). Com isso, restam Boyle e Terry, que é promovido a capitão. Na tentativa de fazer uma Despedida Perfeita, todos se atrapalham e não concretizam seus planos.

Terminamos exatamente onde começamos, na 99. O discurso de Jake Peralta para se despedir dos amigos serve tanto para a série, quanto para os fãs:

“Despedidas são sempre tristes, porque coisas estão acabando. Essa, particularmente, é triste porque tivemos algo ótimo. Mas não só triste, certo? Vamos fazer algo que amamos e sempre levaremos as lembranças de nossos tempos juntos. (...) Vamos ficar aqui, beber um pouco e aproveitar os últimos momentos. Ao batalhão!” (trecho do discurso do episódio final)

E, preciso dizer, definitivamente, das melhores coisas dessa série: a relação de Holt e Peralta. Ora amigos, ora meio pai e filho. Incríveis! Dois opostos complementares.

Menções honrosas da season finale: Kevin, Doug Judy, Pimento e os Boyles. E, claro, ao maior que nós temos, o Cheddar.

Acabou e foi um final perfeito. Soube terminar no tempo certo, no auge, sem se perder na própria história e sem precisar se arrastar no enredo.

Inclusive, ao fim do episódio eles retornam, um ano depois, para mais um Roubo de Halloween. A tradição segue de lá, e a gente segue daqui.

Para sempre, Nine-Nine!!!

Ps: tem referência a melhor cena de todos os tempos – que está disponibilizada aqui abaixo hihi.


Nota: 10/10
Onde assistir? Netflix
Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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