RESENHA: O Bom Velhinho Voltou


(Foto: Netflix/Divulgação)

A Netflix tem se empenhado em liberar os filmes natalinos com antecedência para a maratona de seus assinantes e de Um Match Surpresa, o lançamento que chegou à plataforma foi O Bom Velhinho VoltouFather Christmas Is Back, em inglês.

A produção é uma comédia britânica que apresenta a família Natal, composta por Caroline (Nathaline Cox) e seu marido Peter (Kris Marshall), suas irmãs Joanna (Elizabeth Hurley), Paulina (Naomi Frederick) e Vicky (Talulah Riley), sua mãe Elizabeth (Caroline Quentin), seu tio John (John Cleese) e seu pai, ausente há 27 anos, James (Kelsey Grammer). No elenco ainda estão April Bowlby, como Jackie, e Ray Fearon, como Felix.

Caroline é completamente obcecada pela ideia de Natal perfeito e se empenha em programar todos os dias que antecedem a data, além de reunir também as celebrações de seu aniversário de casamento, no dia 26 de dezembro. Esperando a família para as festas do feriado, nem ela e nem suas irmãs, ao menos Joanna e Paulina, estavam esperando pelo “comeback” do “bom velhinho”, que no caso, é o pai delas, James Natal. Como se não bastasse todo o drama, ele ainda chega acompanhado de sua namorada Jackie, algumas dezenas de anos mais nova.

Como de se esperar nesse tipo de filme, tudo vai dar errado antes que as coisas deem certo. Então, há briga de família, lavagem de roupa suja, alfinetadas, bebedeira, mal entendido, falta de energia elétrica, comida estragada, presentes confundidos e um semi divórcio na vida de Caroline em pleno 25 de dezembro.

Porém, como dito, depois de absolutamente tudo dar errado, as coisas voltam a encontrar o trilho. Descobrimos que o pai carregou por quase 30 anos um fardo que não era seu e que, da maneira que lhe foi possível, buscou se manter presente sem deixar faltar nada para as filhas – claro que dinheiro não supre presença, mas...enfim.

No fim das contas, o Natal sem tantos cronogramas, com mais momentos familiares e a premissa do perdão fez com que aquele se tornasse o melhor natal da família Natal.

É o tipo de filme que diverte, mas confesso que demorou para me prender na história. No começo, a protagonista, Caroline, soa insuportável com essa ideia de perfeição, a atriz é extremamente caricata e a personagem acaba sendo uma das mais, se não for a mais, chatas do filme. Seu marido, Peter, parece ser apenas um enfeite e tem uma grande cena, de surto, que no fim não faz nenhum sentido – da série: coisas que se resolveriam com um diálogo, mas pelo enredo, vira um escarcéu.

Dentre as irmãs, a Paulina é lésbica, obcecada pelos Beatles e está eternamente escrevendo sua tese. Vicky é a típica rebelde, namoradeira e a caçula que vive implicando com a mais velha. E, a mais velha, é Joanna, que não assume a idade que tem, pula de relacionamento em relacionamento, tem um padrão de vida de luxo com roupas e produtos caros e “odeia” crianças.

É uma série de clichês que no final do filme encontra a medida de fazer dar certo, mas eu quase desisti. Felix, novo affair de Joanna, e Jackie são, ao mesmo tempo, deslocados e essenciais para quebrar a monotonia do filme.

Ah, para não faltar o quebrando o tabu… O longa só traz um personagem negro no elenco, o Felix, e não o desenvolve muito bem. O plot twist também me incomodou, mas acho que seja devido ao fato do enredo “pai que foi embora” ser tão comum nos filmes e na vida real, né?! A culpa não recai sobre a mulher.

Por fim, gostei, mas provavelmente não vai entrar na lista de filmes para rever em todos os natais. É bom, mas não passa disso. Vale pelo divertimento.

Nota: 5/10

Onde assistir? Netflix
Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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