RESENHA: A Princesa e a Plebeia 3


(Foto: Netflix/Divulgação)

A Netflix lançou na quinta-feira da semana passada, dia 18, o terceiro filme da saga natalina de A Princesa e a Plebeia, protagonizado por Vanessa Hudgens, sob o título de "As Vilãs Também Amam". A história, que teve início em 2018, acompanhava Stacy, uma padeira que viaja até a Belgravia para participar de um concurso. Lá, ela conhece a duquesa de Montenaro, Margaret, que é idêntica a ela. Seguindo aquele clichê de gêmeas, mesmo sem ser, ambas decidem trocar de vida por uma semana para que possam vivenciar novas experiências. 

De forma resumida, ao fim do primeiro filme Margaret se torna rainha e Stacy se apaixona pelo príncipe Edward (Sam Palladio), com quem se casa, tornando-se princesa também. No segundo filme somos apresentados a Fiona, uma prima de Margaret que, pasmem, também é idêntica a ela – só que loira. A personagem, inclusive, é a verdadeira protagonista da trama do terceiro filme, saindo de antagonista da saga e ganhando sua redenção – e seu felizes para sempre.

Mas, antes dos créditos subirem, voltemos ao início da trama. Escolhida pelo Vaticano para receber a Estrela da Paz no natal deste ano, Margaret tem o palácio invadido e a relíquia é roubada. Na teoria do filme, ninguém melhor para ajudar a encontrar quem possa ter cometido este crime do que alguém com um passado vilanesco, certo? Pois é aí que a loira de sotaque extremamente exagerado e caricato retoma para a vida de Margaret, Kevin (Nick Sagar), Edward e Stacy (depois de, inclusive, sequestrá-la no segundo filme).

Fiona não só aceita ajudar, como vai atrás de reforços, como a dupla Reggie (Rick Norwood) e Mindy (Florence Hall), seus cúmplices, e seu ex-affair, Peter Maxwell (Remy Hii). Antigo agente da Interpol, Peter ajuda o trio de Baby V a recuperar a Estrela da Paz roubada por Hunter Cunard (Will Kemp) – mais um ex-affair da Fiona –, mas na verdade o seu principal objetivo era resgatar o coração da nossa vilãzinha.

O filme diverte e até emociona em alguns momentos, na medida certa de todo clichê natalino. É uma comédia romântica que vale a pena para relaxar, passar o tempo e ver em família. Apesar de gostar da saga, acredito que ela poderia (e deveria) se encerrar nesse filme, primeiro porque daqui a pouco todos os personagens serão interpretados somente pela Vanessa Hudgens e, segundo, porque não há mais enredo para explorar sem saturar a coisa toda. Mas, há quem chute que a Netflix arriscará um quarto filme.

A Fiona, por exemplo, acho extremamente caricata e irritante na maior parte do tempo. A forma de falar e os trejeitos exagerados são todos artifícios para diferenciar a terceira personalidade de mais uma Vanessa Hudgens, mas às vezes torna-se cansativo. A Margaret é muito polida e a Stacy é o que há de mais natural, mas ambas não possuem mais histórias a serem desenvolvidas – a não ser que forcem, claro, como gravidezes e afins.

Talvez, uma outra possibilidade que, se bem feita, ainda possa valer mais um filme é a ideia de “natalverso” da Netflix. Tanto no filme 2, quanto neste terceiro há a aparição de personagens de uma outra trilogia natalina muito famosa e benquista da casa: O Príncipe do Natal, dando um crossover de aquecer o coração.. Então, talvez, se rolar esse mashup de Aldovia com Belgravia eu me renda mais um pouco – sabemos que se a Netflix lançar 10 filmes de Natal da mesma história, lá estarei eu reclamando, mas assistindo.

No fim das contas, como eu disse, o filme diverte e vale para passar o tempo e espairecer. Além de que, uma dose tripla de Baby V não é tão ruim assim, né?


Nota: 7,5/10

Onde assistir?
Netflix.


Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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