TATAKAE: o que esperar da temporada final de Attack on Titan



Para quem não acompanha o mangá, ainda há o que esperar. (Foto: Divulgação/Attack on Titan)

Attack on Titan (ou Shingeki no Kyojin) é sem dúvida um dos maiores fenômenos dos últimos 10 anos no que se refere a obras japonesas, tanto em mangá, quanto em sua adaptação para anime. Não podia, portanto, ser outro o tema do meu primeiro texto do Asagohan

A história, que conta como a humanidade se viu guardada por 1.000 anos em uma ilha dentro de muros para se proteger de titãs gigantescos, já chegou ao fim no mangá, depois de 34 volumes, no capítulo 139. E, apesar dos alertas que o autor Hajime Insayama já dava de que o final seria agridoce como obras ocidentais a exemplo de Senhor dos Anéis e Game of Thrones, o público ainda tinha enorme expectativa para o desfecho da trama em todos os seus aspectos e contextos. Havia muito a responder, e a sensação que ficou é que nem tudo foi respondido, e que algumas respostas talvez fossem melhor não existir.

Quando foi anunciado que a adaptação para o anime não mais estaria na mão do WIT Studio, responsável pelas 3 primeiras temporadas, os fãs se viram apreensivos com a possibilidade de não ter uma adaptação do final da obra. O trabalho era duro e os estúdios sabiam disso, logo, não queria arcar com a responsabilidade, uma vez que também conheciam o fervoroso e tempestivo fandom da obra. Até que a MAPPA (Jujutsu Kaisen, Kakegurui) aceitou a tarefa. O tempo para isso? Menos que o necessário. O anúncio é de que a 4ª e última temporada só teria 16 episódios: não seria o suficiente pra cobrir tudo que restava da estória. Pior que isso, os resultados do 3D utilizado para animar os titãs causou estranheza para quem estava acostumado com os traços do estúdio anterior.

Feitas as ressalvas, o que aconteceria quando o décimo sexto episódio fosse ao ar? Como ficaria o restante da história até o capítulo final do mangá, que sequer havia sido lançado à época? Foi aí, então, que a MAPPA anunciou mais uma vez uma adaptação, agora de uma segunda parte ainda da última temporada. O tempo para a animação, dessa vez, menor ainda. A apreensão agora não era problema, os fãs só queriam a certeza de que a grandiosa obra teria seu final animado (tudo isso, diga-se de passagem, antes de conhecer o capítulo final).

Feitas então, mais uma vez, essas últimas ressalvas, o conformismo já era comum. A obra já havia tido seu final, houve quem gostou e quem não gostou, o autor da obra respondeu a tudo isso, o que resta agora é curtir o final da adaptação, seja como for. A esperança de alguns, por sua vez, era um final diferente, uma outra adaptação, todas baseadas em teorias e remakes dos fãs, tudo aquilo que é comum de obras grandes que terminam de forma dúbia.

Mas, quando tudo parecia definido - nos últimos dias -, surgiu um rumor de adaptação da temporada final até o capítulo 131 (que, para quem acompanhou o mangá, sabe que é ESTRONDOSO). Em qualquer situação normal, o sentimento seria de frustração e fúria, mas não aqui. Houve quem comemorasse, torcendo que a adaptação de fato encerasse ali e aquele fosse, então, o final da obra em anime. Há aqueles que têm a esperança de uma adaptação dos capítulos restantes em filme, com tempo hábil para grande produção.

O que vai acontecer, ninguém tem certeza. A única certeza é que o melhor caminho a seguir é não criar expectativas. Às vezes um titã colossal passa por cima dela.
Matheus Couto
Matheus Couto

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