REQUENTADOS: Being Erica é a terapia que você estava precisando



(Imagem: Divulgação) 

Hoje resolvi falar sobre uma série que teve seu season finale exibido há dez anos e que marcou totalmente a minha vida: Being Erica. Essa é uma produção canadense de drama com pitadas de comédia que foi ao ar pela primeira vez em janeiro de 2009, criada por Jana Sinyor e inicialmente chamada de “The Session” – antes de sua estreia mudou para o nome que conhecemos e amamos.

A primeira vez que tive contato com essa série foi em 2013, enquanto conversava com uma amiga virtual e ela me indicou falando que eu iria amar. Não deu outra e eu acabei viciando. É praticamente impossível você acompanhar as aventuras de Erica Strange sem se apaixonar, se emocionar e, claro, sentir uma raivinha de suas escolhas equivocadas às vezes.

A história de Being Erica é mais ou menos a seguinte: Erica Strange (Erin Karpluk) é uma jovem na casa dos 30 e poucos anos, que passa por poucas e boas, e após ter um dia realmente de cão recebe a visita de um terapeuta, Dr. Tom (Michael Riley). A partir disso, ela decide fazer terapia, porém suas sessões não são nada convencionais. Erica é gente como a gente e é aquele personagem que, aparentemente, tinha uma vida promissora, mas algo no seu passado a estagnou e ela não conseguiu seguir em frente.

Nessas sessões, Erica recebe a chance de corrigir seus erros. Então assim, começa uma grande jornada entre doutor e paciente. Com romance e um pouco de drama, vemos Erica se desenvolvendo e evoluindo pouco a pouco ao longo da sua jornada. Misturando muitos elementos, Being Erica é uma série totalmente recomendável pra você que curte uma uma história legal e personagens que cativam daquele modo “nossa eu faria totalmente isso”. Eu dou ênfase na segunda temporada, que fica realmente muito boa, e na minha opinião é uma das melhores, o que mostra a evolução da série.

Em quatro temporadas, você tem uma imersão enorme na vida da Erica, e ao passar de cada uma delas, você acaba conhecendo outros pacientes e doutores, que como o Dr. Tom, utiliza essa técnica de terapia para ajudar seus pacientes a consertar (ou não) seus dilemas. E por mais que tenha o advento de viagens no tempo, Being Erica não é uma série de ficção científica, longe disso até. Esse aspecto é utilizado apenas como uma peça numa narrativa muito maior e mais desenvolvida. Aqui a “Tardis” do Dr. Tom é apenas uma possível analogia de várias caixas de bonecas russas que a Erica tira em suas sessões e leva para o público. Não vou me adentrar muito nos plots da série, pois não quero soltar nenhum spoiler que vá acabar com sua graça, mas é como você tivesse fazendo terapia junto com aquele paciente.

Being Erica não é apenas Erica e Dr. Tom, uma das personagens que mais evoluiu na série é, com toda certeza, Julianne (Reagan Pasternak), a chefe extremamente bitch da nossa amada protagonista, mas que ao longo da série, vai evoluindo e elas acabam se tornando uma dupla linda de se ver. Julianne é aquele personagem que você odeia amar e tem tantas camadas que você deseja cada vez mais destaque para ela. Ao decorrer da série, você descobre uma alma linda com um coração gigante. É impossível você não se apaixonar por ela, e digo, que ela já é um motivo bom o bastante para você dar uma chance para Being Erica.

(Imagem: Divulgação)

No total, a série tem 49 episódios divididos entre as quatro temporadas. Seu episódio final foi exibido no dia 12 de dezembro de 2011 e mostrou bem o fim dessa jornada. Com uma história bem feita e eu garanto que vai fazer você se apaixonar por tudo daquele universo. Being Erica tem um roteiro muito bem construído e, em alguns momentos, possui uma carga dramática muito emocional.

Extremamente atual, a obra trata com respeito muitos dilemas psiquiátricos e traz uma leveza em vários assuntos. Por mais que não seja muito conhecida, ela é uma série que eu recomendo para todos que desejam uma série simples e que dá aquele sinal de comfort ao final de cada episódio. Mesmo tendo apenas quatro temporadas, você finaliza a série satisfeito, com aquela sensação de dever cumprido e que uma história foi contada ali.

Em meio tempo, está em processo de adaptação uma versão estadunidense da série e contará como protagonista Allison Williams, que muitos devem conhecer do filme Corra. Ainda não tem nenhum canal ou serviço de streaming ligado ao projeto e, portanto, nenhuma data de estreia.

Como dito, a série, infelizmente, não está disponível em nenhum streaming O QUE É UM SACRILÉGIO –, mas tá completinha no YouTube, basta dar uma procuradinha,

Confira o trailer abaixo:

Adan Cavalcante
Adan Cavalcante

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Autoria de Clube do Café da Manhã. Tecnologia do Blogger.