RESENHA: Holidate


(Foto: Netflix/Divulgação)

Mais uma quarta-feira, mais um filme natalino. Dessa vez o meu escolhido é um filme que bombou no ano passado, quando foi lançado, e traz no elenco simplesmente Emma Roberts e Luke Bracey, além de ter a Jessica Capshaw, nossa eterna Arizona de Grey’s Anatomy. A essa altura do campeonato você já deve saber que eu estou falando de Holidate, né? (Eu sei que tava no título, mas finge que rolou um mistério).

Holidate, que no Brasil foi traduzido como Amor com Data Marcada (mas, particularmente, acho que Ferigato seria t u d o!), foi lançado no dia 28 de outubro de 2020 na Netflix e de imediato conquistou o coração dos apaixonados por comédias românticas natalinas, incluindo essa que vos fala, e você vai entender porquê.

O enredo do filme tem aqueles itens essenciais dos filmes do gênero dessa época: uma pessoa solteira que é cobrada constantemente pela família pra desencalhar, uma família que gosta de se intrometer e alguém que ela vai inventar algum rolê, mas em algum momento vai dar ruim antes de dar muito certo. Sério, quantos filmes você consegue pensar somente com essa descrição? Pois coloque Holidate nessa conta também!

Aqui, Sloane (Emma Roberts) é a prima solteira da família, que senta na mesa das crianças durante a ceia do Natal, e há uns meses ela tá numa fossa complicada por conta do seu ex-namorado, Luc (Julien Marlon). Na outra ponta da história temos Jackson (Luke Bracey), que está cansado de encontros fadados aos surtos das mulheres querendo um compromisso que ele não prometeu. Depois de um péssimo Natal para ambos, eles se conhecem em uma loja do shopping enquanto tentam trocar seus presentes.

O encontro, como de praxe, é repleto de deboche e de implicância, já demonstrando o que vem pela frente. Entre uma conversa e uma alfinetada, os dois falam sobre a possibilidade de serem holidates. Mas, calma, o que é isso de holidate?

A tia de Sloane, Susan (Kristin Chenoweth, de Um Natal Brilhante), tem um esquema de em todo feriado aparecer com um date diferente. Eles são escolhidos especialmente para aquela data em questão e depois é tchau y bença. Dito isso, a Sloane comenta com o Jackson essa história e ele propõe a ideia a ela, que não aceita – de imediato.

No Ano Novo, lá estão os dois juntos. A história é de que seria somente nesse, mas dado os acontecimentos da vida, o destino os põe juntos novamente no Valentine’s Day (que nos Estados Unidos é no dia 14 de fevereiro) e eles assumem de vez o papel de holidate um do outro. Páscoa, dia de São Patrício, Dia das Mães e tantos outros feriados, revezam as festas e sempre seguindo as regras principais: não dormem juntos e não abandonam um ao outro no rolê. É claro que em algum momento isso ia dar ruim, né? Emocionalmente falando. Os dois estão tão focados em não se envolver que, mesmo se gostando, acabam afastando um ao outro.

No meio desse rolê, acontecem várias coisas no feriados com a família da Sloan, como o Jackson perder parte do dedo em um feriado de 4 de Julho, a mãe dela apresentar um médico oncologista, o Faarooq (Manish Dayal, de The Resident), e no casamento do irmão de Sloan, que cai num Dia do Trabalho e se torna um enorme dilema entre eles, optarem por levarem outros dates – a Sloan leva o Faarooq e o Jackson leva a Susan, isso mesmo, a tia da Sloan. No fim das contas, Faarooq e Susan ficam juntos.

Inclusive, tem duas coisas que eu gosto muito nesse filme: as referências e as sátiras de si mesmo, em relação ao gênero. Em uma conversa durante a festa de Revéillon, Sloan e Jackson zoam as comédias românticas e como, sempre que o casal está pronto para ficar junto, um deles decide não se arriscar, que não está pronto e acaba fugindo. Em relação às referências, temos menções ao Ryan Gosling e uma cena incrível, que vai do fofo ao engraçado muito rápido, em alusão à Dirty Dancing.

Holidate é muito bom. As atuações são boas, divertidas, o filme não peca pelos excessos e nem pelas faltas. Ele traz enredo leve, clichês e ainda assim foge do óbvio (menos no final, é claro) e é isso que faz ele ser um sucesso entre os aclamadores de filminhos natalinos. Foi uma grata surpresa, como algumas outras produções da Netflix para o gênero. Como todo bom clichê de Natal, e como meu principal critério de qualidade, mesmo sendo engraçadíssimo, ele entrega momentos pra você dar aquela choradinha com fungada – principalmente no discurso final.

Dito isso, assistam Holidate, se ainda não viram. Ele virou um filme oficial da minha lista de maratona natalina durante o mês de dezembro e eu espero que possa fazer parte da sua também. E, se alguma coisa disso ainda não te convenceu, acrescento que temos outros casais em desenvolvimento na série que são tão bons quanto os protagonistas, a Jessica Capshaw está maravilhosa e super divertida como a Abby, irmã mais velha da Sloan, e bom, o elenco é lindo, né? Se nada valer a pena, ainda assim você admirou a beleza de Emma Roberts e Luke Bracey.

Outras menções importantes: lookinhos lindos, fotografia super colorida e chamativa – mas sem ser brega, condiz muito com a proposta do filme – e, por fim, Natal né, gente? Neve e luzinhas. Mas, as outras datas também são apresentadas com ótimas referências.


Nota: 10/10

Onde assistir?
Netflix

Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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