RESENHA: O Feitiço do Natal


(Foto: Netflix/Divulgação)

Nada mais natalino do que receber um calendário do advento mágico que vai te levar, ao longo dos dias, direto para os braços do amor da sua vida, né? Pois essa é a exata premissa do filme O Feitiço do Natal, originalmente chamado de The Christmas Calendar. Para a nossa penúltima resenha natalina, a escolha é essa produção original da Netflix, que estreou em novembro de 2018, com a Kat Graham como a protagonista. Sim, ela mesmo, nossa bruxinha Bonnie Bennett de The Vampire Diaries.

No enredo do filme, Graham interpreta a fotógrafa Abby Sutton que trabalha no núcleo do papai noel da cidade onde mora. Solteira e infeliz no emprego, ainda sonhando com seu próprio estúdio, Abby está cercada por seu avô Gramps (Ron Cephas Jones, de This Is Us) e Josh Barton (Quincy Brown). Perto das festividades natalinas, Gramps presenteia a neta com um calendário do advento que todos os dias destrava uma porta e apresenta um objeto específico para Abby.

Coincidentemente, todos os dias acontece algo na vida da jovem que está, de alguma maneira, relacionado ao objeto que ela recebeu pela manhã. E, cada uma dessas coisas a faz se aproximar de Ty Walker, interpretado por Ethan Peck.

O filme é a receita clichê que a gente ama e, exatamente por isso, a gente assiste já sabendo que não é com Ty que Abby vai ficar. Você, enquanto telespectador, fica a todo momento esperando para quando a personagem da Kat Graham irá perceber aquilo que está tão óbvio para a gente.


(Foto: Netflix/Reprodução)

Não é uma história inovadora, mas aquece o coração. Além disso, de todos os meus pontos preferidos, talvez o principal seja o fator representatividade. O Feitiço do Natal é um dos poucos filmes com protagonistas negros – e o núcleo principal quase que por completo. A produção acaba ganhando pontos por trazer diversidade para um longa que não versa em nada sobre racismo, trazendo com naturalidade e clichês um roteiro leve e divertido.

Por vezes o filme parece apressado ou que as coisas aconteceram rápido demais, fica aquela sensação de piscou e você perdeu. Contudo, por seguir um roteiro já conhecido e no qual estamos familiarizados, fica fácil entender o fio da meada e isso não atrapalha a experiência com a história.

Apesar disso, produção se tornou uma das minhas preferidas desse período e sempre está presente na minha maratona oficial de fim de ano. Gosto demais da fotografia desse filme, com a predominância do verde e deixando o vermelho tradicional do Natal em detalhes. A trilha sonora também é uma experiência à parte – inclusive, o Quincy é cantor.

E, falando em Quincy, a química dele com a Kat Graham é surreal. Na verdade, essa mulher tem química com todo mundo – ela protagoniza outro filme natalino da Netflix, dessa vez do ano passado, com o Alexander Ludwig e também funcionam bem demais juntos (Missão Presente de Natal). Ah, e ambos servem beleza né.

O Gramps do Cepha Jones é tudo que a gente precisa para um coração quentinho em pleno natal, sempre trazendo o toque de sabedoria que se faz necessário na jornada do herói. E, ele junto a Kat fazem uma dupla muito boa. É gostoso de ver os dois juntos em cena, parecem avô e neta de verdade.

Por fim, como já deve ter ficado bem claro, Abby percebe que seu grande amor sempre foi Josh. Os pombinhos realizam juntos o sonho do estúdio fotográfico, porque, pasmem, o galã também é fotógrafo.

Leve, gostoso de assistir, perfeito para reunir a família depois do almoço do domingo de natal e curtir. Vale a pena! Assiste e depois me conta se gostou.

Confira o trailer abaixo:


Nota:
8/10
Onde assistir? Netflix

Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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