RESENHA: Um Crush para o Natal


(Foto: Netflix/Divulgação)

Aqui estou mais um dia, sob o olhar sanguinário do vigia… Ok, sem piadocas, vamos ao que interessa: chegou a quarta-feira e com ela nossa resenha natalina. Nem acredito que faltam só mais três para esses posts se encerrarem e os filminhos voltarem para a gaveta até 2022, porém, até lá, simbora para mais um!

Um Crush para o Natal, em inglês Single All the Way, estreou no último dia 02 lá na Netflix e era uma das estreias natalinas para a qual eu estava mais ansiosa. O motivo? Um casal gay como protagonista e um final feliz como promessa, pelo amor de Deus! O trailer já prometia entregar tudo que a gente mais ama dos filmes dessa época: clichê, romance, família questionando a solteirice do protagonista, neve e tradições natalinas. E, mesmo já sabendo o que esperar, o filme conseguiu me surpreender positivamente.

O enredo acompanha Peter (Michael Urie, de Modern Family), um social media meio infeliz no trabalho que pela primeira vez parecia que ia conseguir apresentar um namorado para a família nas festas de fim de ano, já que estava em um relacionamento estável por mais de três meses. Morando em Los Angeles e sua família de um interior em New Hampshire, o rapaz é constantemente cobrado por seus relacionamentos fracassados.

Aos 45 do segundo tempo da viagem para o feriado, Peter descobre que seu namorado na verdade é casado. A descoberta acontece quando seu melhor amigo, Nick, vai prestar serviços na casa da esposa e filhos do tal do namorado.

Nick (Philemon Chambers) é um escritor de livros infantis que, depois de seu best-seller Salvando Emment, não conseguiu escapar do bloqueio criativo para o segundo livro e segue ocupando seu tempo com “bicos” no app TaskRabbit. Peter e Nick moram juntos e possuem uma amizade de longa data.

Depois de mais um fracasso amoroso nas costas, Peter propõe a Nick que eles mintam para a família dele alegando que, depois de muito tempo, se apaixonaram. Apesar do escritor se opor, ele acaba aceitando a viagem por se dar bem com a família do amigo de qualquer forma. Já em NH, Peter descobre que sua mãe planejou um encontro às cegas para ele com o instrutor de sua academia, James (Luke Macfarlane).

James é simpático, gentil e lindo! Parece ser o par perfeito para Peter, incluindo até a vontade do social media em retornar para a cidade dos país e abrir uma lojinha de plantas, sua grande e verdadeira paixão.

Nessa parte, eu esperava que James se mostrasse alguém ruim ou de caráter duvidoso que se somasse às decepções amorosas de Peter, mas o fato dele não ser nada disso deixa o filme ainda melhor. Dentre todas as coisas que acontecem entre os dois, a relação consegue terminar de forma amigável e encorajadora para Peter enxergar quem é seu verdadeiro amor.

Nem preciso dizer que no desenrolar do enredo Peter e Nick se descobrem apaixonados um pelo outro e com receio de que algo não seja correspondido ou, por alguma razão, dê errado e isso jogue no ralo a amizade que construíram. Contudo, o filme se apega no questionamento de que, realmente pode dar errado, mas e se der muito certo?

Ao assistir Um Crush para o Natal me dei conta de que um dos principais critérios de avaliação pessoal para filmes natalinos é o fato dele me fazer chorar. Se não me emocionar a esse ponto, pode ser bom, mas não foi clichê fofinho o suficiente. Ainda preciso dizer que chorei com esse filme? Chorei, me emocionou, daqueles clichês que deixam o coração imensamente quentinho.

Sério, fiquei 100% serotoninada depois de assistir. Obrigada pelo mimo, Netflix. O filme é leve, aconchegante, perfeito para as maratonas natalinas em família, todo ambientado nesse clima de generosidade e comunhão familiar, fala sobre amizade, amor e, acima de tudo família, tudo isso sem se perder no meio da iniciativa.

Há quem diga que o roteiro tem furos e que algumas atuações são bem ruinzinhas, mas confesso que isso tudo passou despercebido por mim em razão da boa história e, principalmente, da boa intenção. Sério, é um filme lgbtqia+ sem tragédia, num clichê de natal, com um casal birracial (quanta química, inclusive)!!!!!

Ok, Nick é o único negro da história basicamente, mas há um esforço em ser representativo e, dentro do proposto, cumpre o seu papel.


Nota:
9,5/10

Onde assistir? Netflix


Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

Para saber mais sobre o/a autor/a, acesse a aba "Quem Somos".

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Compartilha sua opinião! ♥

Autoria de Clube do Café da Manhã. Tecnologia do Blogger.