Desculpe o transtorno, mas quantas vezes pagamos a língua e mudamos de ideia sobre algo?


(Foto: Reprodução/HBO Max)

Quantas vezes você já deu chance para alguma coisa que, de início, tinha certeza de que não iria gostar e no meio do caminho mudou de ideia? Por aqui, isso já aconteceu algumas vezes, e a mais recente envolveu a série Peacemaker, da DC, disponível no HBO Max.

Saiba mais: Peacemaker: a paz reina entre os DCNautas

A produção do James Gunn dá protagonismo ao personagem que menos gostei do filme The Suicide Squad, da DC, lançado no ano passado. O Peacemaker, Pacificador no Brasil, me irritou em vários níveis e se apresentou como uma figura odiosa no filme, contudo, a série veio para ressignificar isso.

Em relação ao Christopher Smith, o Peacemaker, ele é um personagem controverso, que tem uma ideia distorcida de como deve ajudar o mundo a alcançar a paz – e ainda carrega questões psicológicas causadas pela educação completamente deturpada e problemática que o seu pai, Auggie Smith, lhe deu. O pai, Auggie, é ninguém menos que o White Dragon (Dragão Branco), um supervilão supremacista do Universo da DC.

Comecei a ver a série pela “obrigação” do Clubinho, visto que teremos um episódio de podcast sobre ela. Os dois episódios iniciais não foram suficientes para me convencer da narrativa, mas a partir do terceiro eu já estava me rendendo aos poucos. Um dos motivos foi o tom bem-humorado da série, que tem o humor ácido, mas também tem o besteirol que eu adoro. A outra questão, e também a mais forte, é que conhecer a história do personagem ajudou a entender o porquê de suas ações e como ele deseja, mais do que tudo, a aprovação do pai – e o amor dele, apesar de não conseguir.

O enredo de Pacificador tem tudo na medida certa. Os plot twists, o encerramento do arco secundário impulsionando o “herói” para a season finale, a interação e integração entre a equipe nada tradicional, os dilemas pessoais de cada um deles e o mote principal do roteiro com questões válidas – mesmo que injustificáveis – e resolução sem ser apressada ou inesperada.

Mesmo com alguns artifícios que me incomodam pessoalmente, como o estilo James Gunn de cenas sangrentas e bizarrices, o grotesco do enredo se incorpora aqui de forma muito boa ao roteiro e à premissa de Peacemaker, fazendo com que dê para passar, soando quase como necessário para a história. Além disso, o final da temporada ainda nos presenteia com a aparição de um dos meus personagens preferidos da Liga da Justiça da DC – aquela que só consideramos o SnyderCut como filme de referência: o Flash de Ezra Miller.

A verdade é que, o que começou como uma relação conturbada terminou como um caso de amor e apego. Não vou mentir, eu paguei minha língua com o John Cena e seu Peacemaker – que é engraçado, mas com camadas mais profundas e demonstra isso sem perder a leveza e até mesmo a ingenuidade do personagem. Ao contrário de ~certos atores que também vieram do wwe e tem um total de menos dez em carisma~, ele soube sustentar seu personagem e fazer com que ele cativasse até os mais duros corações.

Hoje eu te convido a dar uma chance para alguma coisa que, inicialmente, pode não fazer tanto o seu estilo ou parecer que foge do seu personagem. Vai que, dando essa abertura, você encontra algo fantástico e que vale a pena! E aí, que tal? Vamos?
Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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