Aterrorizadan: Fresh (2022)


(Imagem: Divulgação/Hulu)

Uma garota, após péssimos encontros, se vê jogando tudo para o alto e dizendo sim para um cara super legal, bem sucedido e bom de cama. Ela aceita sua proposta de ir passar um fim de semana só os dois, em um lugar lindo e fora da cidade. O que ela não imaginava, era que ela ia começar a viver um pesadelo.

Ok. É uma premissa que você já deve ter visto antes em algum outro filme, colocado de uma maneira bem mais simplista. O que chama a atenção aqui, em Fresh, filme que teve sua estreia no streaming Star+ dia 4 de março, é um aviso a quem você conhece online, de uma forma digamos, canibalesca.

No filme, conhecemos Noa (Daisy Edgar-Jones), uma garota que está vivendo seus dias, indo a PÉSSIMOS encontros online e que divide toda essa frustração com sua melhor amiga, Mollie (Jojo T. Gibbs). Em uma noite, ela conhece Steven (Sebastian Stan) e após esse encontro, ela dá “match” com ele e tem o primeiro encontro que mudará sua vida. Após alguns dates, Steven chama ela para viajar em um final de semana, só os dois. Mollie não é muito a favor da ideia, mas Noa decide ir. Sua amiga acha estranho, pois o boy em questão não tem redes sociais e ela ainda não viu como esse cara é. Mas se sua amiga quer embarcar nessa, boa sorte, não é mesmo?

A partir daqui, tudo vira de cabeça para baixo. Noa é pega de surpresa e é presa por Steven, que tem um segredinho escondido. Em certo momento do filme ele fala que não come animais… isso vem da premissa de que ele só come carne humana. SIM! Steven é um canibal. Mas não é só isso, ele tem um comércio de carne humana, onde sequestra garotas e vende sua carne para grandes nomes mundiais, que fazem parte dessa “comunidade”.


(Imagem: Divulgação/Hulu)

O filme trata muito bem a relação entre a Noa e o Steven, mostrando o quão doente ele é e como ela aos poucos vai percebendo que tem que jogar com ele. A nossa protagonista é vizinha de outras garotas que estão na mesma situação, sendo vendidas aos poucos. Mesmo naquela conjuntura patologicamente doentia, nosso antagonista mantém seu carisma e aos poucos demonstra ter “sentimentos” (?) por ela. E isso pode levar a sua aniquilação. Esse tópico é bem interessante, pois por mais que ele seja monstruosamente doente, ele não perde o carisma e mantém sempre o sorriso de bon vivant, apresentado no inicio do filme.

Dirigido por Mimi Cave e roteirizado por Lauryn Kahn (Ibiza: Tudo pelo DJ), Fresh traz uma temática que lembra um pouco Corra! com uma pegada Bela Vingança, que vai se desenvolvendo de maneira muito boa e inteligente. A nossa protagonista é defendida brilhantemente pela maravilhosa Daisy Edgar-Jones, que cada vez mais, vem mostrando seu talento e tem tudo pra dominar tudo logo. A Jojo T. Gibbs é outra perfeita, que quando dá cenas pra ela, arrasa de maneira excelente. Sebastian Stan vem de uma caminhada só de personagens que abrilhantam seu talento.

Em seu primeiro grande momento na direção, Mimi Cave traz um filme belíssimo de se assistir, conseguindo se desviar de cenas grotescas quando se trata do tema que é retratado aqui. O roteiro da Lauryn Kahn é competente e um alerta sobre encontros online e quem tá do outro lado, sem cair em clichês. Ao final, temos um filme coeso e satisfatório, tendo um final eletrizante que deixa você bem animado com o resultado.

Nota: 8/10



Adan Cavalcante
Adan Cavalcante

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