Só existe uma Tree Hill: há 10 anos chegava ao fim a série Lances da Vida

(Imagem: Divulgação/WB Studios)

“There’s only one tree hill and it’s your home”

Como eu falei no texto de The O.C. - Um Estranho no Paraíso, assistir TV aos domingos era uma experiência sagrada. Minhas séries matinais, que concorriam com a Fórmula 1 do meu primo, se misturavam por temporadas e quando uma saía de férias, outra entrava para minha felicidade. Durante anos fui acompanhado pelo crescimento de certos personagens de uma série que se tornou a minha favorita da vida. Quando me perguntam “Adan, qual sua série favorita?”, eu realmente não preciso pensar muito que a resposta está na ponta da língua “One Tree Hill, meu caro companheiro”.

No Brasil como Lances da Vida, OTH é uma das séries que eu mais prestigio e digo que é uma das que melhor imprimiram a transição da vida adolescente para a vida adulta, trazendo dramas e realizações que fazem você desejar viver ali, naquela cidadezinha. Claro, algumas problemáticas eu traria para esse texto (como a falta de diversidade em vários aspectos), mas eu vou me atentar a memória afetiva.

Quem cresceu na década de 2000 teve vários enlatados na TV aberta pra chamar de seu. Desde Smallville à Gilmore Girls (no Brasil: Tal Mãe, Tal Filha), passando pelos vários C.S.I. ou Plantão Médico. Tinha todo o tipo de público, em vários turnos, nos mais variados canais. SBT, Record e TV Globo foram os que mais proporcionaram esse tipo de produto. A minha adoração por séries já vinha da infância, quando me sentava com minha mãe e assistia às séries com ela. Quando cheguei na pré-adolescência, eu abracei esse universo que foi essencial no crescimento de um garoto buscando seu lugar no mundo. Lances da Vida me abraçou em vários aspectos dessa existência.

One Tree Hill trazia inicialmente uma história bastante clichê, que envolvia dois irmãos de mães diferentes, Lucas Scott (Chad Michael Murray) e Nathan Scott (James Lafferty), filhos do inescrupuloso Dan Scott (Paul Johansson). Lucas é um mocinho apaixonado e sonhador que é fascinado pela Peyton Sawyer (Hilarie Burton), namorada do seu meio-irmão. Nathan Scott é o bad boy que vive essa rivalidade tanto na vida pessoal, quanto nas quadras de basquete, e vê na tutora e melhor amiga do outro Scott, Haley James (Bethany Joy Lenz), a chance de sua vingança. Peyton é melhor amiga de Brooke Davis (Sophia Bush) e juntas formam um triângulo amoroso na série. Mas ao decorrer da história as coisas vão tomando uma forma mais complexa, abrindo um leque de histórias e ao que inicialmente é uma série teen clichê, vai se desenrolando em temáticas adultas.

A série estreou no canal norte americano Warner Channel no dia 23 de setembro de 2003 e ao todo durou nove temporadas, encerrando sua trajetória no canal CW em 04 de abril de 2012 depois de acompanhar nossos cinco protagonistas desde os tempos de escola até suas vidas de casados, com filhos e afins.

Durante os nove anos da série, fomos agraciados com inúmeros momentos marcantes e vários outros de quebrar o coração. Como não lembrar da cena da chuva em que claramente foi inspirado em Diário de uma Paixão ou a cena de Nathan na frente da casa da Haley declarando seu amor a ela. Um dos momentos mais lembrados da série, com toda certeza, ocorreu na terceira temporada, quando tocaram em um assunto extremamente delicado, que foi o tiroteio na escola. De uma forma bem delicada, a série tratou de um assunto muito doloroso para várias famílias e assim, abordou assuntos extremamente pertinentes.

Outro ponto importante da série e, claramente é um dos maiores protagonistas da série, vem do ramo musical. A força sonora que emana dentro de One Tree Hill é transformadora. Peyton é o fio condutor dessa natureza, sendo tanto referência musical para vários personagens, como até abrindo seu próprio local onde vários ocorrem. Desde seus primórdios, a música está presente na série, já que o nome vem de uma música da banda irlandesa U2. O roteirista Mark Schwahn, estava ouvindo o álbum “Joshua Tree'”, enquanto escrevia a ideia do seriado e prestou essa homenagem. Os títulos são nomeados em referências a um musical, banda ou álbum que tenha relação com o roteiro do episódio.

Durante esses últimos 10 anos, a série foi crescendo cada vez mais e até uma convenção aconteceu, trazendo atores que de alguma forma foram envolvidos no programa para participarem do evento. E enquanto esse tempo se passou, rumores de um revival com o elenco original sempre brota, trazendo aquela esperança no coraçãozinho dos fãs de uma temporada nova ou um especial.

Quem quiser assistir essa maravilha que domina minha vida, mesmo 10 anos após seu fim, só ir no Globoplay e tá completinha lá. Bota “I Don’t Wanna Be” pra tocar e é só curtir.
Adan Cavalcante
Adan Cavalcante

Para saber mais sobre o/a autor/a, acesse a aba "Quem Somos".

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Compartilha sua opinião! ♥

Autoria de Clube do Café da Manhã. Tecnologia do Blogger.