Desculpe o transtorno, mas que tal um café da manhã em frente a Tiffany?


(Foto: Reprodução/Telecine)

Hoje me deu vontade de falar sobre uma atriz e personalidade que eu admiro há algum tempo, tanto pelo seu trabalho, como para outros feitos em vida que ela realizou. Na verdade, o tema veio a calhar, pois até às vésperas dessa coluna eu ainda não sabia sobre o que escreveria e daí resolvi regastar um material antigo, de gaveta, para isso. Conheci o trabalho de Audrey Hepburn através de sua fama como ícone dos anos dourados de Hollywood e, apesar do encantamento inicial, nunca tinha visto nada relacionado a ela e seus trabalhos até uns sete anos atrás. Ou seja, assistir Breakfast at Tiffany's pela primeira vez mudou a minha vida. 

Audrey foi não somente uma atriz bonita, reconhecida e brilhante. Sua história de vida e superações, sua influência e sua humanidade são exemplos e representações mais firmes de quem ela realmente era; da Audrey além das telas do cinema. Para quem não conhece a história, a atriz nasceu na Bélgica e aos nove anos foi para um internato inglês, vendo sua vida mudar logo depois com o início da Segunda Guerra Mundial. Para fugir, a mãe de Audrey decidiu partir para a Holanda, jurando que lá seria mais seguro. Logo, quem conhece a história de Anne Frank sabe que a Holanda NÃO se safou de ser invadida pelos nazistas e, sendo assim, a vida de Audrey não fora das mais fáceis.

Ela participava de espetáculos clandestinos de balé para juntar fundos e levava mensagens secretas em suas sapatilhas. Quando a guerra acabou, Audrey voltou com sua mãe para a Inglaterra, onde tentou se dedicar a carreira de bailarina, mas, em certa parte do caminho, lhe disseram que por sua estatura e nem tanto talento assim, aquela não seria a melhor opção para ela. Foi quando então, a menina Hepburn decidiu investir na atuação.

(Foto: Reprodução/Telecine)

Seu primeiro trabalho como atriz foi a peça teatral Gigi, montada para a Broadway, e logo depois foi apresentada ao seu primeiro trabalho cinematográfico que lhe rendeu de cara um Oscar de Melhor Atriz: a Princesa e o Plebeu. Depois de outras produções conhecidas como Sabrina e Cinderela em Paris, veio então o filme que a consagrou de vez como ícone do cinema estadunidense: Holly Golightly, a Bonequinha de Luxo.

Holly era uma acompanhante de luxo que se casou aos 14 anos e saiu de casa com a intenção de deixar a pobreza e a miséria para trás. Com o sonho de ser uma atriz famosa e encontrar um novo marido (rico!), ela vai morar em Nova Iorque, sendo sustentada por Sally, um mafioso que está preso e o qual visita todas as quintas-feiras em Sing-Sing. Lá, em seu simples apartamento, conhece Paul, um escritor pelo qual encanta-se e lhe confia a amizade, tentando sempre desviar dos reais interesses dele, por ser "contra" se entregar a um amor que não lhe torne rica.

O nome do filme, “Breakfast at Tiffany's”, foi escolhido em alusão ao que, talvez, seja a coisa que a Holly mais ame fazer no mundo. A fim de esquecer os problemas, logo na primeira cena do filme entendemos o porquê: Holly em seu LBD da Givenchy, toma o café da manhã em frente a joalheria Tiffany (conhecida por suas caixinhas azul turquesa).

(Foto: Reprodução/POPBEE)

Além de tudo isso já mencionado, Audrey ainda foi embaixatriz da Unicef, ajudando crianças e viajando o mundo servindo por achar que tinha um débito com a organização, que foi responsável por salvar sua vida ao levar comida e suprimentos para a Holanda pós-guerra. Ela também não deitava para macho escroto. Quando casou-se pela primeira vez, saiu de casa com seu filho porque seu marido queria que ela deixasse de trabalhar, por conta de ciúmes e por ele querer que ela se dedicasse inteiramente à sua casa e a sua família. Presa e infeliz, ainda tendo o divórcio negado por ele, a maravilhosa fez as malas e partiu, afinal de contas, ela não era obrigada a nada!

Ano que vem fará 30 anos que a atriz perdeu a batalha contra o câncer de apêndice, mas, ainda bem que seu trabalho e sua história estão aí para não nos permitir esquecer de alguém tão especial e interessante. Com uma trajetória permeada de momentos importantes, seja na vida pessoal ou profissional, Audrey está sempre sempre lembrada e referenciada. Na edição do baile MET Gala do ano passado, onde o tema visava uma homenagem à história americana, a modelo Kendall Jenner usou uma releitura de um vestido usado por Hepburn em My Fair Lady. O vestido usado por Jenner foi assinado pela Givenchy, marca que se consagrou também a partir de Audrey, sendo presença certa em diversos momentos da carreira da atriz.

Curtinha, do jeito que vocês já conhecem quando vim só panfletar algo que gosto muito, a Desculpe o Transtorno dessa semana é um convite para conhecer mais a fundo a carreira e vida pessoal de Audrey Hepburn. Ícone fashion, do cinema, que enfrentou nazistas e morreu lutando pelo que acreditava. Surreal e um ótimo exemplo de humanidade para se inspirar. E aí, se contagiou um pouquinho?


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Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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