RESENHA: Uncharted: Fora do Mapa


(Imagem: Divulgação/Sony Pictures)

A indústria do cinema está sempre tentando conseguir novos sucessos. Por muitas vezes, utilizam-se de uma mesma história, mas contada com uma diferente perspectiva. Nos últimos anos isso vem acontecendo com os famosos remakes ou reboots. Porém, uma fonte quase intocada e que Hollywood ainda busca um grande sucesso é a de adaptações de jogos. Foram diversas tentativas, intensificadas nos últimos anos, mas que infelizmente são poucos os que se salvam, dando para contar nos dedos. Em Uncharted: Fora do Mapa temos outra aposta, desta vez uma bem alta, escolhendo uma franquia consolidada nos videogames e com ótimo elenco para sustentá-la.

Para quem não está familiarizado com esse nome, o filme acompanha a vida de Nathan Drake (Tom Holland), um jovem vigarista e apaixonado por história que pratica pequenos furtos enquanto trabalha como barman, tentando sobreviver morando sozinho em Nova York. Ele tem a oportunidade de sair dessa situação quando é convidado por Victor ‘Sully” Sullivan (Mark Wahlberg) para participar de uma caça ao tesouro de um dos mais importantes exploradores já conhecidos.

A premissa não tem nenhuma novidade. O próprio jogo original foi claramente baseado em aventuras como as do Indiana Jones. Isso também é deixado claro até mesmo nos diálogos, cheio de referências. O diferencial positivo está na execução. Claro, estamos falando de uma megaprodução e o mínimo esperado é que seja bem feito, porém, como sabemos, não é o que acontece na maioria das vezes. O enredo é construído de uma forma que deixa o público ansioso pelo o que acontecerá no futuro do filme, mas localizando os personagens e estabelecendo as motivações. Para quem veio dos jogos, algumas tramas, como a do Sully, não são surpresa. Entretanto, o roteiro não é totalmente previsível, guardando algumas boas reviravoltas, principalmente no terço final. Claramente há um passado a ser explorado, deixando as intenções de alguns coadjuvantes ainda nebulosas.

Muito se falou da escolha do Tom Holland para o papel do protagonista, principalmente por conta do porte físico dele ser bastante diferente do Nathan Drake. Essa desconfiança é rapidamente deixada de lado, justamente pelo carisma trazido diretamente da personalidade do ator. Ele entrega um Nate descontraído, ainda inocente, mas que rapidamente aprende com as experiências anteriores. Isso ocasiona uma aceitação rápida, trazendo até pitadas de Peter Parker. O elenco de apoio também consegue corresponder. O Mark Wahlberg faz um Sully trapaceiro, inteligente e cheio de surpresas, sendo o personagem que mais aparece em tempo de tela com o protagonista. Não podem faltar os destaques para a Sophia Ali no papel da Frazer e a Tati Gabrielle fazendo a Braddock, ambas bem ativas na trama. O vilão feito pelo Antonio Banderas é caricato, mas nem por isso deixa de funcionar. O saldo é totalmente positivo.

É uma história simples com um final satisfatório, mas que não se apequena. O generoso orçamento de produção fica perceptível com grandiosas sequências de ação e várias locações ao redor do mundo, entregando uma ótima adaptação que tem tudo para agradar os fãs da franquia como também atrair um novo público. Fica a torcida para que o faturamento final não seja muito prejudicado pelas restrições dos cinemas, dando ao estúdio o incentivo necessário para uma merecida continuação, totalmente plausíveis depois das duas cenas pós-créditos.

Nota: 9/10

Onde assistir? Disponível para aluguel e compra no Google Play, Itunes, etc.
Micael Menezes
Micael Menezes

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