O Verão que Mudou a Minha Vida é a série que você não sabia que precisava


(Foto: Reprodução/Instagram)

Tem momentos que tudo o que a gente precisa é de algo leve e divertido para assistir, que deixe o coração quentinho e que não traga grandes reflexões, porque o desejo é deixar o cérebro descansar. Nesse sentido, uma produção que contemple tudo isso não precisa, necessariamente, ser uma comédia besteirol ou não ter nenhum tipo de profundidade. É exatamente com essa receita que O Verão que Mudou a Minha Vida conquista o seu público.

A série de sete episódios está disponível no Prime Video e foi adaptada do livro de mesmo nome da autora Jenny Han, que também escreveu a trilogia Para Todos os Garotos que Já Amei. Se você conhece minimamente a história dos livros da Lara Jean, provavelmente vai se encantar da mesma forma pela trajetória de Isabel “Belly” Conklin. Inclusive, a gente mantém a tradição do dedinho da autora na produção da série e somos presenteados com protagonista não-branca.

Conhecida como a série “Verão”, os livros de Belly também são uma trilogia. Além do primeiro, temos as sequências intituladas de Não é Verão Sem Você e Nós Sempre Teremos o Verão. A história do primeiro livro e, consequentemente, da primeira temporada da produção original Amazon gira em torno de Belly e seus amores de verão.

(Foto: Reprodução/Prime Video)  

Belly é aquela protagonista que nunca foi considerada bonita ou padrão, sempre esteve cercada de meninos que a classificavam apenas como amiga ou “a melhor amiga” e, no verão em que fará 16 anos, ela percebe que as coisas mudaram. Acostumada a passar as férias de verão na casa de uns amigos de sua família, Belly (Lola Tung) e seu irmão, Steve (Sean Kaufman), cresceram com os irmãos Conrad (Christopher Briney) e Jeremiah Fisher (Gavin Casalegno). Conrad era o maior crush de Belly, mas todos os quatro sempre foram apenas amigos.

Como dito, quando chega o verão do seu aniversário de 16 anos, Belly se vê disposta a fazer com que esse seja um ano diferente. Ela quer viver novas experiências, quer ser mais solta e quer também a oportunidade de viver um amor de verão. Pelo visto, os desejos da jovem são atendidos, porque ela se envolve não só em um romance, mas em um triângulo amoroso – que em alguns momentos chega a ser um quadrado.

O Verão que Mudou a Minha Vida é uma série ótima. Ela cumpre bem o que se propõe a fazer, te envolve, te deixa de coração aquecido e vibrando por todos os casais que são propostos. É um pouco do que a gente sente com Heartstopper, aquela coisa de romance adolescente, primeiro amor e todas as novidades que essas coisas envolvem. Além disso, a produção ganha muitos pontos quando desenvolve, em paralelo com as tramas juvenis, a amizade das mães e o núcleo dos adultos, de maneira geral.

(Foto: Reprodução/Prime Video)

Laurel (Jackie Chung), a mãe de Belly e Steve, e Susannah (Rachel Blanchard), mãe dos irmãos Fisher, são melhores amigas e juntas vivenciam as dores e os amores de uma amizade duradoura. São momentos de brigas, de reconciliação, de trocas sobre maternidade, de suporte, de conselhos, de risadas e todos compartilhados com muita sensibilidade. Enquanto uma passa pelo pós-divórcio e a escrita de um novo livro depois do sucesso do primeiro (a síndrome do impostor tá gritando nela), a outra enfrenta problemas de saúde e uma crise no casamento, além da incerteza do futuro, mas ambas se ajudam a todo momento.

Outra coisa que eu gostei muito da trama é a junção dos dois núcleos, mostrando um ambiente familiar que mesmo quando há problemas, eles apresentam adultos que acolhem e escutam os adolescentes – mesmo quando não é exatamente a mãe, mas a outra está ali para ouvir. Ou até mesmo um terceiro personagem, mas sempre um adulto. Se preocupando em afirmar essa importância de se criar um lugar seguro e de confiança para os jovens, respeitando-os e permitindo que eles sejam quem eles são, cada um da sua maneira.

Ah, e sem dúvidas o público-alvo dessa série é a Geração Z, a trilha sonora entrega isso. Mas, ela também pega os saudosistas pelo coração com as músicas de estética dos anos 2000, incluindo Taylor Swift e Olivia Rodrigo. Além da trilha, os figurinos também demonstram bem para quem a produção quer falar e passar a mensagem, o que não impede de também ser uma ótima produção para quem quer que se disponha a assisti-la.


(Foto: Reprodução/Prime Video)

A gente ainda tem ótimos personagens para além do núcleo principal, como as meninas que serão debutantes junto com a Belly, tipo a Shayla (Minnie Mills), Gigi (Lilah Pate) e Nicole (Summer Madison). E também a Taylor (Rain Spencer), o Cam (David Iacono) e o Cleveland (Alfredo Narciso), que surgem no núcleo principal. De todas as tramas e subtramas, talvez a que eu mais senti falta de profundidade foi do Steve com a Shayla. Tinham muitos pontos a serem desenvolvidos e todos tiveram uma resolução rasa. Dito isso, inclusive, eu shippo o Steve com outra personagem – apesar de achar muito fofo ele com a Shayla.

Outra coisa é que, apesar da história leve e divertida, eu chorei em dois momentos bem específicos, ainda que relacionados. É o ponto que prova que é possível ser emocionante mesmo quando esse não é o seu foco principal.

Bom, a soma de tudo isso não podia ser diferente, né? Verão, romance, música boa, gente estilosa e ainda uma pitada de emoção. É um clichê, é claro, mas isso não anula o fato de que é uma série muito boa, exatamente porque ela nunca prometeu ser algo maior ou diferente do que ofereceu. Confortável, divertida e uma ótima pedida para esse final de semana, te garanto. Tomara que você se renda tanto quanto eu!


Nota:
9/10
Onde assistir? Amazon Prime Video


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Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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