EM CARTAZ: Thor - Amor e Trovão (2022)

(Imagem: Divulgação/Marvel)

Thor é um personagem que nunca teve grandes atenções da minha parte, a não ser claro, pela beleza estonteante do ator Chris Hemsworth. Em sua caminhada cinematográfica, seu maior charme se tratava do seu carismático vilão, vivido pelo Tom Hiddleston, que com seu Loki arrebatou vários corações durante esses vários anos de universo Marvel.

Confesso também que os dois primeiros filmes do herói não são os meus favoritos e isso se deve a vários fatores, inclusive a maçante direção de ambos. Em Thor Ragnarok, sua redenção, pelo menos para mim e alguns fãs, se tornou realidade e com uma direção do Taika Waititi, achou o seu tom e abraçou a comédia, como os filmes de sucesso dos Guardiões da Galáxia.

Após cinco anos do último filme do deus nórdico, voltamos agora aos eventos pós Ultimato e toda a saga de Thanos. Desde que foi anunciado, sabemos detalhes do tão aguardado retorno da Natalie Portman e sua Jane Foster, aqui segurando o Mjolnir que foi destruído por Hela (Cate Blanchett), no terceiro filme da franquia. Com a Poderosa Thor, temos uma nova dinâmica ocorrendo durante os 119 minutos de filme.

O quarto filme da franquia traz o deus do trovão buscando retomar sua vida e os primeiros minutos do filme já mostram o humor que foi escolhido para dar tom às cenas. O cinema riu, mas não foi pra mim e algumas outras pessoas que me rodearam. Jogaram ali os Guardiões, para linkar com os acontecimentos de Ultimato e enfim, logo termina esse arco.

O vilão do filme tem a apresentação também no início, em uma cena bem triste, trazendo Christian Bale com uma interpretação magnífica com seu Gorr, o Carniceiro de Deuses. Em sua caçada motivada por vingança ao ser desmerecido por um deus que ele venerava, e ter sido motivo de chacota, Gorr é escolhido pela All-Black, a necro-espada que logo ali finaliza seu primeiro deus.

Na terra, vemos Jane passando por uma situação difícil de saúde e após buscar saídas para achar uma cura, é chamada pelo Mjolnir, que lhe concede força e uma boa saúde, por alguns momentos. A terra vira alvo de Gorr, e nessa cena, o reencontro entre Thor e Jane acontece em meio a luta. É bem legal essa cena e podemos ver o que aconteceu durante o tempo que ficaram juntos e o que motivou o fim da relação.

Gorr é assustador. Eu tenho que dizer que em certos momentos, achei os efeitos e maquiagem, além claro, da interpretação do Bale, dignos de monstros de filmes de terror. Não à toa que o ator comparou-o com o vampiro Nosferatu. Ele é insaciável e busca a todo momento finalizar seu propósito, não importa quem ou o que perpassa pelo seu caminho.

Uma das cenas mais esperadas desde que vi no trailer, era o encontro de Thor com os deuses gregos, em especial Zeus, aqui interpretado por Russell Crowe. A cena, diga-se de passagem, tinha bastante potencial, mas vi aqui algo raso. Ok, a cena de Thor sem roupa atrai olhares e merece uma nota 10. Que corpo o Chris tá, ein? Passado o momento de puro teor novela das 7 do Carlos Lombardi, poderia ter sido algo mais e ficou em mais uma montanha de piadinhas.

Como foi falado anteriormente, o filme tem menos de 2 horas, o que pra mim foi um alívio. Antes da luta final, temos a quase luta final que faz nosso coração quase parar devido a possível morte de um personagem querido. Nesse momento, temos mais uma vez um show de interpretação do Christian Bale. Tenho que dizer que tanto Hela, quanto Gorr entregam ótimos vilões. Fico triste de não poder ver mais deles em outras produções, por mais que este daqui foi feito mais para ser finalizado aqui mesmo. Sim, órfão da Hela eu sou.

Não entrarei em detalhes do que ocorreu no final para não soltar nenhuma informação indevida. Mas ficou um gosto agridoce do que poderia ter sido. Ainda assim, um plot seguiu fiel ao original das HQs, finalizando bem. Sobre cenas pós-crédito: tem duas e uma vale pelo peito do Brett Goldstein que tá enorme e a finalização de um arco.

O filme é bom? Diante do que eu esperava, superou minhas expectativas que eram baixíssimas. É melhor que Ragnarok? Não é, mas é melhor que os dois primeiros.


Nota: 7.8/10


Adan Cavalcante
Adan Cavalcante

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