Desculpe o transtorno, mas também é preciso saber dar valor ao ócio


(Foto: HBO Max/Reprodução)

Muito se fala sobre produtividade, principalmente nos dias atuais, mas também é necessário exaltar o ócio. Tão importante quanto a atividade são as pausas, os intervalos para arejar a cabeça, colocar as pernas para o ar e relaxar – ou ao menos se dar ao luxo de tentar. Enquanto vivemos em uma sociedade que se preocupa mais com quantidade do que com qualidade, saber parar e respirar, despreocupar-se um pouco, é um privilégio.

Estou na minha última semana de férias e tirei ela para, realmente, não fazer nada. Me dei ao luxo de não pensar em trabalho, em silenciar os grupos relacionados ao emprego e aproveitar os pequenos prazeres da vida como: cochilar durante a tarde, passar alguns dias junto com a família, encontrar os amigos fora da correria do dia a dia, passar uma tarde no cinema ou poder ir à praia no meio da semana. Amo o que eu faço normalmente, mas respeito muito mais o que posso fazer depois de d-e-s-c-a-n-s-a-r.

E tem sido durante esses dias que, além de colocar em dia as produções que estavam atrasadas (e até começar algumas novas: HOUSE OF THE DRAGON! Falo sobre isso outro dia), tenho aproveitado para fazer aquilo que faço de melhor: rever minhas produções comfort. Por exemplo? Friends, The Office e Looney Tunes Show.

É o momento de rir das mesmas piadas, chorar com as mesmas emoções e simplesmente apreciar as coisas que eu já gosto, sem me preocupar de me decepcionar no final – porque eu já sei como acaba.

Acho que, no fim das contas, a melhor coisa sobre esses dias de tranquilidade é que se trata sobre a possibilidade. O cotidiano e sua ~correria corriqueira~ impede a gente de fazer muitas coisas e a pausa é justamente a chance de poder escolher o fazer algo ou não fazer nada.

E como eu mencionei as produções comfort, preciso ressaltar que até mesmo essas se tornam mais leves nesses períodos serenos. No dia a dia, elas possuem a função de aliviar a mente, de acalmar a ansiedade, de ser companhia para os dias mais cansativos e aqui, no ócio, elas podem apenas “existir”, sem o peso de ser algo além do que já são.

Por fim, até mesmo esta coluna fica mais preguiçosa nas férias e é por isso que, hoje, ela vai ficando por aqui. Que este seja o lembrete que você precisava para parar. As coisas funcionam sim sem você por um dia ou algumas horas ou o tempo que precisar, acredite. Pare, respire, se dê uma pausa e amanhã tudo vai estar em pleno andamento do mesmo jeito.

Até a semana que vem!
Beatriz de Alcântara
Beatriz de Alcântara

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