Primeiras Impressões: Pretty Little Liars - Original Sin

(Imagem: Divulgação/HBO Max)

Quando Pretty Little Liars estreou em 2010 na ABC Family, atual Freeform, ela rapidamente se tornou um fenômeno. Trazendo a história de quatro amigas que são atormentadas por um stalker anônimo apenas intitulado de “-A”, PLL era o momento. Após sete temporadas e várias escolhas de roteiro equivocadas, fazendo muitos largarem a série em algum momento e outros muitos sendo fortes até o final, a série terminou em 2017.

Desde o início, lá em 2010, tivemos dois spin-offs da série, que não obtiveram sucesso entre o público. A primeira foi Ravenswood, que tinha uma pegada mais sobrenatural, se passando durante a quarta temporada da série-mãe. A segunda foi Pretty Little Liars: The Perfectionists, lançada após o fim da série em 2019, dando continuidade a história original, trazendo a Alison e a Mona de volta. 

Três anos após o fim da última tentativa de perpetuar as mentirosinhas, a HBO Max estreou Pretty Little Liars: Original Sin. A série que tinha tudo pra dar errado, inclusive após duas fracassadas tentativas de caminhar junto ao sucesso da versão original, trazia um elenco totalmente novo, sem ligações com a trama já conhecida.

A quarta série da franquia PLL é um revival trazendo um drama slasher adolescente que, pelo menos nos três primeiros episódios divulgados no streaming da HBO Max, me agradaram muito. Apostar nessa pegada foi um acerto que rendeu bons resultados na crítica. O frescor dado à história, além de sair da rodinha já apresentada antes, trazendo apenas a figura da/do/de “-A”, manteve bem todo o clima criado.

A trama começa na virada do milênio, em uma rave com uma figura pedindo ajuda, e essa figura quer ser notada a qualquer custo – ela aparentemente foi atacada. Ao chegar em um grupo de garotas, ela é “humilhada” e deixada de lado. Sentindo-se rejeitada, a pessoa se joga para a morte. 22 anos se passam desde o acontecimento inicial e somos apresentados a Imogen (Bailee Madison), uma garota que está grávida e logo sofre um baque na sua vida. Sua mãe aparentemente comete suicídio e a garota fica aos cuidados de Sidney (Sharon Leal), amiga de sua falecida progenitora.

(Imagem: Divulgação/HBO Max)

Além de enfrentar a gravidez e o luto, Imogen tem que enfrentar Karen (Mallory Bechtel), sua ex melhor amiga, que virou arqui inimiga após descobrir que a garota beijou seu namorado. Imogen alega que a culpa disso tudo é do Greg (Elias Kacavas), o típico jogador sem personalidade. Karen é a própria mean girl na escola, fazendo inimizades com Faran (Zaria) que consegue o papel de Cisne Negro tão almejado por ela; Minnie (Malia Pyles) que ela chama de Rato (devido ao apelido dela Mouse), fazendo bullying com a garota desde que se conheceram; Tabby (Chandler Kinnney) que é amiga de Imogen, logo amiga da minha inimiga; e Noa (Maia Reficco) garota que está passando por problemas com a justiça e que Karen implica pois no passado quis o namorado dela.

Karen é uma garota que sofre bastante pressão em sua casa, devido a ter um pai xerife (Eric Johnson) extremamente autoritário. Ela encontra conforto ao lado de sua irmã gêmea Kelly, que é o lado mais tranquilo desta relação. Pressionada a ser sempre a melhor, Karen (que tem esse nome perfeito na série haha) busca sempre atazanar a vida de todos que possa impedir ela de conseguir o que quer.

De uma forma inesperada, Karen começa a sofrer tentativas de boicote de vários cantos, levando as acusações caírem em Faran, Minnie, Tabby, Noa e claro, Imogen. Juntas na detenção, elas percebem que têm algo em comum: o ódio contra Karen. Se unindo para se vingar contra sua nêmesis, elas bolam um plano para desprestigiar o nome da inimiga.

Após os acontecimentos que levam as garotas a se vingarem, durante o baile escolar Karen quer revidar quem causou sua vergonha na frente a todos e nada mais icônico do que uma vingança no baile. Juntas, Karen e Kelly organizam uma revanche à lá Carrie, fazendo Imogen a própria Ana Francisca. Mas algo dá errado e Karen cai e morre. Na verdade, como Imogen assiste, ela é assassinada.

Um acontecimento que eu não comentei aqui: enquanto tudo acontece, as meninas recebem mensagens ameaçadoras. Um tal de -A envia mensagens aterrorizantes para elas, fazendo com que fiquem perturbadas. E enquanto Karen é assassinada, uma figura aterrorizante mascarada é que se torna o algoz da garota. Após o assassinato, as garotas recebem mensagens dizendo que se elas falarem algo, podem ser vitimadas também.

Pretty Little Liars: Original Sin é bem mais violento e rápido do que suas antecessoras, com personagens bem trabalhados e um clima de slasher noventista maravilhoso. Os três episódios servem de apresentação e de mostrar o que a gente pode esperar nos que estão por vir. Bailee Madison carrega bem a série, claramente nasceu para ser essa protagonista. Além do drama, ela é bem esperta e já começa a investigação do passado e presente. Noa é extremamente cativante e sua história chama bastante atenção. É uma das personagens mais cativantes para mim.

O núcleo das mães também é bem interessante. Ela acende um interesse de mistério do que ocorreu há 22 anos atrás. Com uma pegada meio Yellowjackets, série de sucesso do ano passado da Showtime, onde o passado vem aterrorizar a vida de sobreviventes de um acidente aéreo. Pelo subtítulo de “Pecado Original”, quem está aterrorizando a vida das meninas, com toda certeza está ligado ao passado das mães.

Comandada por Roberto Aguirre-Sacasa, que criou Riverdale, e Lindsay Calhoon Bring e Lisa Soper, dupla responsável pela série da Netflix, O Mundo Sombrio de Sabrina, temos tudo para caminhar bem, se eles mantiverem a qualidade de suas temporadas iniciais. Pois, por mais que hoje Riverdale seja o que é e Sabrina tenha perdido seu pique no final, elas tiveram ótimas primeiras temporadas. Não sabemos se alguém da série original vai aparecer, o que espero que não, pois Original Sin sem nenhuma ligação mantém uma certa identidade própria.

Os episódios de Pretty Little Liars: Original Sin chegam semanalmente pela HBO Max, toda quinta-feira. Tanto a série original, quanto The Perfectionists estão disponíveis no streaming.

Nota: 10/10

Confira abaixo o trailer!


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Adan Cavalcante
Adan Cavalcante

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