VMAs 2022 e uma reflexão sobre Anitta, música e outras coisas mais

(Foto: Reprodução/Video Music Awards 2022)

Desculpa o transtorno mas precisamos falar sobre... BRINCADEIRA! Hoje não é o dia do DOT da minha amiga de trabalho, mas eu vim falar um pouco sobre vivências, sobre sentimentos e sobre como a cultura pop impactou e ainda impacta minha vida. E tudo isso, esse carnaval de emoções, foi tirado da última edição do VMA 2022, que ocorreu no dia 28 de agosto.

Pra quem não sabe, o Video Music Awards, o VMA, é uma premiação da MTV estadunidense que ocorre desde 1984, três anos após a fundação da emissora. Com o intuito de premiar os videoclipes e seus elaboradores, a premiação com o tempo foi se adaptando passando por altos e baixos. Vários artistas já passaram por lá, sendo premiados, homenageados e sendo parte da construção da mitologia dessa premiação que há tanto tempo faz parte da vida de quem consome música.

Sou filho da MTV da época 2000s e durante esse período eu fui fiel a emissora, consumi muita coisa mesmo. De gêneros como o pop ao rock, me formei com emo de carteirinha. Vi shows de Britney Spears, Green Day, Rihanna, Taylor Swift, Beyoncé, Foo Fighters, entre outros. Assisti momentos que ficaram consagrados na cultura pop universal, tretas e inícios de artistas que se tornaram favoritas da vida com o tempo.

Mas com o tempo, não sei se pela qualidade ou pela minha maturidade, o canal perdeu o apelo para mim. A música, que tanto me encantava, já não era mais o tema central. No Brasil, a MTV deixou de existir e com ela toda a influência de uma geração. A gringa não influenciava mais tanto quanto antes, pois a internet já dominava muito e saía de lá os novos artistas e toda uma nova fórmula de fazer e divulgar música.
 
(Imagem: Reprodução/Video Music Awards 2016)

Confesso que a última vez que me deparei com a premiação e o desejo de acompanhá-la foi em 2016 quando uma amiga (oi, Amanda) organizou uma watch party em um bar. Na companhia de mais três amigos, fomos ao bar com o intuito de assistir a homenagem a Rihanna e o grande comeback da Britney Spears aos palcos do show. Confesso mais uma vez que não me recordo de muita coisa, sendo apenas os meus focos guardados na memória.

Mas tudo mudou seis anos depois, quando a brasileira Anitta foi confirmada no palco como uma das atrações principais E AINDA SENDO INDICADA. Pra quem não sabe, eu acompanho a Anitta desde 2011/2012 quando minha prima de São Paulo trouxe o DVD do Furacão 2000 Armagedon e me mostrou a funkeira que ela estava apaixonada. Eu simplesmente adorei. Baixei elas no meu pc de mesa, passei para meu antigo atualmente inexistente MP4, mantendo no repeat durante dias, meses. As canções eram “Fica só Olhando” e “Eu Vou Ficar”, fazendo com que uma amiga (oi, Ester) saturasse de tanto eu ficar ouvindo apenas essas duas.

O tempo passou, “Show das Poderosas”, era “Bang”, consegui ir a um show dela, dancei muito em festas, dediquei canções ao meu namorado, não comprei algumas canções, viciei em outras tantas. Vi ela crescendo como artista, se moldando, evoluindo, fluindo entre estilos, se encontrando. Ao chegar em sua carreira internacional, cada conquista dela acabava se tornando uma vitória pro povo. A maioria torcia, haters gonna hater vida que segue, alcançava as paradas mais importantes, chegava a #1.

No último domingo, em momento de extremo orgulho, assisti ela no palco cantando, dançando, levando o funk pro mundo (coisa que ela sempre falou que faria) e saindo vencedora de um prêmio. ELA VENCEU, ELA SABE QUE VENCEU E VAI CONTINUAR VENCENDO. Acompanhar toda essa estrutura de carreira, vendo ela sair do Rio de Janeiro para o Brasil todo, caminhando para o mundo, é algo belíssimo.

Música é sobre isso, sobre integração, sobre se sentir parte de algo. É sobre ser um e ao mesmo tempo milhões. Sobre encontrar conforto em um estilo ou artista/banda, em uma música que você escuta no comercial do YouTube, ou em uma trend do Tiktok ou em um disco perdido de algum parente/amigo. O encontro acontece independente de onde você esteja, pois se encantar com uma melodia ou remexer todo seu corpo, dos pés a bunda caminhando para as mãos e virando toda sua cabeça, é orgânico e incontrolável.

O reconhecimento mundial de cantores latinos e orientais, em contraste com o grande mercado estadunidense já consolidado, é algo magnânimo de se ver. Não é disputa do que é bom ou ruim, ou de quem merece ou não estar ali (por mais que tenha uma lista de quem realmente merece), mas sim de que tem espaço pra todos e tudo pode ser apreciado de maneira saudável, sem negatividades apontadas. A música é pra ser vivida, sentida e apreciada, se não gosta, muda o canal, desliga, passa. Esse é o lado bom, escolhas não faltam e ninguém precisa fazer nada, a não ser respeitar e curtir o que quer/gosta.
Adan Cavalcante
Adan Cavalcante

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