EM CARTAZ: A ÓRFÃ 2: A ORIGEM (2022)

(Imagem: Cena do filme A Órfã 2: A Origem, de 2022)


Uma continuação do filme A Órfã, de 2009, sempre foi muito comentado no meio. Várias histórias eram especuladas de como continuar, pois ao final do filme, ela tem um fim definitivo. Mas se tratando de uma obra de suspense/terror, tudo é possível. A escolha feita aqui, foi um prequel, e assim 13 anos depois, chegava aos cinemas Orphan: First Kill ou A Órfã 2: A Origem.


Trazendo novamente no papel título Isabelle Fuhrman, que viveu a encapetada Esther, a criança que era na verdade uma adulta nos seus 30 anos. O que causou frenesi antes, que era a revelação de que havia algo de estranho com Esther, aqui já não é mais nenhum segredo. O filme já se tem início com esse acontecimento sendo narrado, de crimes cometidos em outrora pela psicopata.


Juntando-se ao elenco, temos Julia Stiles e Rossif Sutherland, como os futuros papais da figura. Na trama, temos a origem da “Esther”, a menina que a Leena Klammer (nome verdadeiro da nossa vilã) toma o lugar. Desaparecida, ela usurpa a identidade e vai parar na casa dessa família que aparentemente vive com a dor da perda, mas que esconde grandes segredos.


Memes a parte, é engraçado e interessante ver as fórmulas utilizadas para infantilizar e encolher a Fuhman. Antes com 12 anos, agora a menina tem 25 anos e seus 1,60 de altura, diferente do que se espera de uma criança de 10 anos de idade (que é o que ela deveria aparecer). Seja pelo filtro escolhido, que acaba por deixar o rosto da atriz meio embaçado, as roupas extremamente infantilizadas, ou a Maria Chiquinha, tudo contribui para o que o filme acaba se tornando: um bom camp.


O plot twist do filme contribui para tudo se tornar extremamente suculento. Quando Tricia (Julia Stiles) se revela tão psicopata quanto a Esther/Leena, as coisas aumentam em um nível que quando eu descobri isso, fiquei com a boca aberta. Os ápices de loucura e exagero, e sua irmandade de sangue com o filho (Matthew Finlan), torna tudo muito prazeroso de se ver. Como sempre, o personagem e figura paterna, serve apenas como catalizador emocional da Leena, que precisa loucamente satisfazer seus prazeres sexuais. E nada melhor do que um homem parrudo de quase 2 metros de altura, não é mesmo?


Toda a dinâmica entre a Isabelle Fuhmann e a Julia Stiles movimenta o filme de maneira incrível. Elas são definitivamente a força que move tudo até seu clímax final. Deixando a nostalgia e a imagem que o filme original deixou, que acabou se tornando cultuado durante esses anos, A Órfã 2 não é um filme ruim, mas não é nenhuma obra prima. A escolha por seguir algo que ocorreu antes, não prejudica em nada. Tem furos que a gente engole e o saldo final acaba sendo tão divertido que nem isso afetou o apreço que senti ao finalizá-lo.


Devo dizer que a escolha de um diretor tão ruim como o William Brent Bell, que veio de bombas como Boneco do Mal e sua continuação, ajuda a dar sentido à existência de tudo o que foi apresentado. Se você for aos cinemas esperando assistir o melhor filme de terror do ano, vá assistir Não! Não Olhe! ou espere Halloween Ends, que já já sai. Se quer ir se divertir, sair do cinema com os amigos comentando as loucuras de um filme, esse é sua escolha.


Nota: 8


Adan Cavalcante
Adan Cavalcante

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